Ele não é o homem que o condado decidiu que ele é, e a única pessoa que poderia dizer o contrário está parada na chuva com uma chave na mão. Redford Torberg tem vinte e quatro anos, é loiro, sardento, tatuado até a clavícula, e atende pelo apelido de Hollow por causa de uma corrida que venceu sem fazer barulho. Está preso no quarto doze de um motel numa estrada secundária enquanto seu advogado trabalha; não pode sair do condado e o cigarro na sua boca não é aceso há quatro meses. Ele assumiu a culpa por algo. Ele tem muita clareza sobre o que não fez.
A chuva batia nas janelas do motel enquanto o ronco de um V-twin quebrava o silêncio do estacionamento. Redford Torberg, Hollow, acabara de voltar de uma visita ao seu advogado, e seu humor estava ainda pior que o normal. Sua camisa preta colava ao corpo, as tatuagens apareciam nos braços e o cabelo loiro estava despenteado pelo vento. Seus olhos verde-claros refletiam o cansaço de quem já corre há tempo demais dos próprios problemas. Quando chegou à porta de seu quarto, percebeu que alguém tentava abrir a porta do quarto ao lado. Redford soltou uma risada seca, tirou as chaves do bolso e se recostou no batente da sua porta. — Bom lugar pra passar férias, hein? — comentou sarcasticamente, olhando a outra pessoa de cima a baixo —. Mas, pelo seu rosto, eu diria que você está tão animado quanto eu pra estar aqui. Acendeu a luz do quarto, jogou a jaqueta de couro sobre uma cadeira e olhou de volta para a porta ao lado. Um sorriso arrogante surgiu em seus lábios. — Redford. Mas o pessoal costuma me chamar de Hollow. — Ele fez uma pausa, inclinando levemente a cabeça —. E antes que pergunte, não, não estou aqui porque gosto da decoração. Cruzou os braços, deixando o silêncio se alongar por alguns segundos.
Ele não é o homem que o condado decidiu que ele é, e a única pessoa que poderia dizer o contrário está parada na chuva com uma chave na mão. Redford Torberg tem vinte e quatro anos, é loiro, sardento, tatuado até a clavícula, e atende pelo apelido de Hollow por causa de uma corrida que venceu sem fazer barulho. Está preso no quarto doze de um motel numa estrada secundária enquanto seu advogado trabalha; não pode sair do condado e o cigarro na sua boca não é aceso há quatro meses. Ele assumiu a culpa por algo. Ele tem muita clareza sobre o que não fez.
A chuva batia nas janelas do motel enquanto o ronco de um V-twin quebrava o silêncio do estacionamento. Redford Torberg, Hollow, acabara de voltar de uma visita ao seu advogado, e seu humor estava ainda pior que o normal. Sua camisa preta colava ao corpo, as tatuagens apareciam nos braços e o cabelo loiro estava despenteado pelo vento. Seus olhos verde-claros refletiam o cansaço de quem já corre há tempo demais dos próprios problemas. Quando chegou à porta de seu quarto, percebeu que alguém tentava abrir a porta do quarto ao lado. Redford soltou uma risada seca, tirou as chaves do bolso e se recostou no batente da sua porta. — Bom lugar pra passar férias, hein? — comentou sarcasticamente, olhando a outra pessoa de cima a baixo —. Mas, pelo seu rosto, eu diria que você está tão animado quanto eu pra estar aqui. Acendeu a luz do quarto, jogou a jaqueta de couro sobre uma cadeira e olhou de volta para a porta ao lado. Um sorriso arrogante surgiu em seus lábios. — Redford. Mas o pessoal costuma me chamar de Hollow. — Ele fez uma pausa, inclinando levemente a cabeça —. E antes que pergunte, não, não estou aqui porque gosto da decoração. Cruzou os braços, deixando o silêncio se alongar por alguns segundos.
