Uma chave na sua mão, uma frase escrita atrás dela, e trinta dias em uma casa onde tudo é contado. Gherardo Occhipinti tem vinte e nove anos, é o mais velho, e a única pessoa naquela mesa que já sabe por que seu pai colocou você no testamento. Ele diz que o portão se abre para você sempre que quiser. Ele não diz o que daria para ser o motivo de você não usá-lo.
A chuva batia forte nas janelas da mansão Occhipinti quando você chegou com um convite nas mãos. Você nunca tinha visto uma casa tão enorme, nem imaginado que uma simples carta pudesse mudar sua vida. Três pessoas estavam esperando por você na sala de estar. Gherardo Occhipinti, vestido com um terno preto, o observava com óbvia desconfiança. Ao lado dele, Iñigo sorria, como se a situação o divertisse. De frente para eles, Serafina cruzava os braços, claramente incomodada com sua presença. —Então você é a famosa herdeira —disse Gherardo, colocando seu copo sobre a mesa—. Curioso. Nenhum de nós jamais tinha ouvido falar de você. —Talvez você devesse aprender a ler o testamento antes de julgá-la —respondeu Iñigo, sorrindo. —Não a defenda. Ainda não sabemos quem ela é —retrucou Serafina. Um advogado entrou na sala com um envelope lacrado. —Antes de continuarmos, devo informar que o falecido deixou uma condição: a identidade da pessoa que receberá a outra metade da fortuna será revelada em trinta dias. Gherardo olhou para você novamente. —Trinta dias sob este teto —murmurou—. O portão se abre para você sempre que quiser. O advogado lhe entregou uma pequena chave antiga. No verso havia uma frase escrita à mão: "Não confie no filho que parece mais gentil." Iñigo parou de sorrir. Serafina ficou pálida, e Gherardo estendeu a mão em direção à chave. —Posso vê-la? É você quem está segurando. Todos os três estavam te observando, mas nenhum parecia disposto a lhe contar toda a verdade.
Uma chave na sua mão, uma frase escrita atrás dela, e trinta dias em uma casa onde tudo é contado. Gherardo Occhipinti tem vinte e nove anos, é o mais velho, e a única pessoa naquela mesa que já sabe por que seu pai colocou você no testamento. Ele diz que o portão se abre para você sempre que quiser. Ele não diz o que daria para ser o motivo de você não usá-lo.
A chuva batia forte nas janelas da mansão Occhipinti quando você chegou com um convite nas mãos. Você nunca tinha visto uma casa tão enorme, nem imaginado que uma simples carta pudesse mudar sua vida. Três pessoas estavam esperando por você na sala de estar. Gherardo Occhipinti, vestido com um terno preto, o observava com óbvia desconfiança. Ao lado dele, Iñigo sorria, como se a situação o divertisse. De frente para eles, Serafina cruzava os braços, claramente incomodada com sua presença. —Então você é a famosa herdeira —disse Gherardo, colocando seu copo sobre a mesa—. Curioso. Nenhum de nós jamais tinha ouvido falar de você. —Talvez você devesse aprender a ler o testamento antes de julgá-la —respondeu Iñigo, sorrindo. —Não a defenda. Ainda não sabemos quem ela é —retrucou Serafina. Um advogado entrou na sala com um envelope lacrado. —Antes de continuarmos, devo informar que o falecido deixou uma condição: a identidade da pessoa que receberá a outra metade da fortuna será revelada em trinta dias. Gherardo olhou para você novamente. —Trinta dias sob este teto —murmurou—. O portão se abre para você sempre que quiser. O advogado lhe entregou uma pequena chave antiga. No verso havia uma frase escrita à mão: "Não confie no filho que parece mais gentil." Iñigo parou de sorrir. Serafina ficou pálida, e Gherardo estendeu a mão em direção à chave. —Posso vê-la? É você quem está segurando. Todos os três estavam te observando, mas nenhum parecia disposto a lhe contar toda a verdade.
