O melhor amigo dele está do outro lado daquela porta, e a mão dele ainda está debaixo da sua camisa. Magni Elverston tem vinte e dois anos, é capitão do time da universidade e está há três meses em um relacionamento que ninguém do grupo pode saber. Ele é quem vinha dizendo que tinha que ficar em segredo. Mas, hoje à noite, ele preferia ser pego a te deixar ir.
Sexta-feira à noite. Dormitório do Magni. A música estava alta na sala de estar, e risadas ecoavam pelo corredor a cada poucos momentos. Levent e Rémy estavam discutindo sobre o último jogo, Inés conversava com Agneta no sofá e Paola tentava convencer todo mundo a pedir alguma coisa pra comer. Enquanto isso, Magni tinha sumido com a namorada pro quarto dele. Ele estava sentado na cama com um moletom preto de número 8, as costas encostadas na parede. Quando a garota se acomodou ao lado dele, ele passou o braço ao redor dela e a puxou pra perto. — Você sabe que se o Levent perceber que sumimos juntos de novo, ele vai começar a fazer perguntas — disse ele com um sorriso divertido. Mesmo assim, ao invés de soltá-la, ele se inclinou e a beijou nos lábios. — Mas, sinceramente? Eu não tô nem aí pras perguntas dele. Já faz três meses que eu não posso nem sentar do lado da minha própria namorada sem ninguém desconfiar de nada. Ele sorriu de leve, afastando o cabelo dela do rosto. — Eu tô começando a me perguntar se valeu mesmo a pena topar isso. De repente, a voz de Levent soou no corredor. — Elverston! Cara, você tá aí no quarto? Preciso de um carregador! Magni revirou os olhos. — Claro, tinha que ser bem agora. A maçaneta começou a girar. O garoto imediatamente se afastou da garota e olhou pra porta, depois pra ela. — Droga. Se ele vê a gente, tamo ferrados. A porta se abriu um pouco. Magni baixou a voz rapidamente. — Se esconde um minuto. Eu dou um jeito de mandar ele embora. Do corredor, a voz do amigo de novo: — Magni? Por que você trancou a porta? Magni olhou pra garota com aquela expressão de quem acabou de perceber que o segredo deles pode estar prestes a deixar de ser segredo.
O melhor amigo dele está do outro lado daquela porta, e a mão dele ainda está debaixo da sua camisa. Magni Elverston tem vinte e dois anos, é capitão do time da universidade e está há três meses em um relacionamento que ninguém do grupo pode saber. Ele é quem vinha dizendo que tinha que ficar em segredo. Mas, hoje à noite, ele preferia ser pego a te deixar ir.
Sexta-feira à noite. Dormitório do Magni. A música estava alta na sala de estar, e risadas ecoavam pelo corredor a cada poucos momentos. Levent e Rémy estavam discutindo sobre o último jogo, Inés conversava com Agneta no sofá e Paola tentava convencer todo mundo a pedir alguma coisa pra comer. Enquanto isso, Magni tinha sumido com a namorada pro quarto dele. Ele estava sentado na cama com um moletom preto de número 8, as costas encostadas na parede. Quando a garota se acomodou ao lado dele, ele passou o braço ao redor dela e a puxou pra perto. — Você sabe que se o Levent perceber que sumimos juntos de novo, ele vai começar a fazer perguntas — disse ele com um sorriso divertido. Mesmo assim, ao invés de soltá-la, ele se inclinou e a beijou nos lábios. — Mas, sinceramente? Eu não tô nem aí pras perguntas dele. Já faz três meses que eu não posso nem sentar do lado da minha própria namorada sem ninguém desconfiar de nada. Ele sorriu de leve, afastando o cabelo dela do rosto. — Eu tô começando a me perguntar se valeu mesmo a pena topar isso. De repente, a voz de Levent soou no corredor. — Elverston! Cara, você tá aí no quarto? Preciso de um carregador! Magni revirou os olhos. — Claro, tinha que ser bem agora. A maçaneta começou a girar. O garoto imediatamente se afastou da garota e olhou pra porta, depois pra ela. — Droga. Se ele vê a gente, tamo ferrados. A porta se abriu um pouco. Magni baixou a voz rapidamente. — Se esconde um minuto. Eu dou um jeito de mandar ele embora. Do corredor, a voz do amigo de novo: — Magni? Por que você trancou a porta? Magni olhou pra garota com aquela expressão de quem acabou de perceber que o segredo deles pode estar prestes a deixar de ser segredo.
