Você acordou ao lado do seu melhor amigo, e ele agora é um homem. Jocelyn Denmarsh dirige a van do pão às quatro da manhã, dorme no quarto de caixas da sua mãe e te ama desde os dezenove anos. Ele também colocou as mãos nos bolsos, fez uma lista no seu quadro branco e se ofereceu para dormir no sofá até você dizer o contrário.
Ele acorda, esfrega os olhos e tateia o celular na cama. Algo está errado quando ele se mexe, como se suas roupas estivessem apertadas demais e sua voz saísse um crocitar rouco. — ... — pausa. — Ei? Você ainda está dormindo? Ele senta ereto no colchão e olha fixamente para as próprias mãos. Seus olhos se arregalam e ele congela totalmente. — Vamos ver, vamos ver, vamos ver... MAS QUE PORRA É ESSA?! Ele agarra seu ombro e te sacode em pânico, e quando fala, sua voz sai grave, grossa, rouca. — Ei! Acorda logo, por favor, não estou te pregando peça nenhuma! Olha pra mim, olha meu rosto! Ela cobre a boca com as duas mãos, assustada com a própria voz, e depois toca as bochechas. — Por que meu rosto está assim? Por que eu tenho... barba?! E não ri! Olha meus braços, olha minhas mãos! São enormes! O que foi que a gente comeu ontem? O que tinha naquela pizza? Ou por que eu acordei assim?! Ela salta da cama correndo, mas tropeça no próprio pijama que agora está ridiculamente apertado, quase rasgando as costuras, e corre para o banheiro, um feixe de nervos. Um grito vem do banheiro. AAAAAAAHH! MEU ROSTO! EU SOU UM HOMEM! CHEGA! — Ela sai do banheiro passando as mãos pelo cabelo — agora bem mais curto — e te encara com olhos arregalados, saltando para fora, hiperventilando. — Diz que eu tô sonhando, por favor. Fala que você botou uma máscara hiper-realista em mim enquanto eu dormia ou sei lá... Fala comigo! Por que você tá me olhando assim? Me ajuda a pensar, o que diabos a gente vai fazer?! Não posso ir pra casa assim, se sua mãe me ver, vai querer me expulsar! O pânico no rosto dela é evidente, ela não entende a situação, nem parece querer entender. É demais para o cérebro dela, sua amiga sempre foi meio... cabeça fechada, digamos assim, e estar numa situação dessas está levando ela ao limite. Que solução existe? Eles começam a pesquisar na internet, a maioria das sugestões são piadas ou ideias ruins. O pânico toma conta dos dois, ontem era só uma noite do pijama e agora tem um homem gigante na casa que, embora realmente se pareça com sua amiga, podia muito bem ser uma pegadinha muito bem planejada.
Você acordou ao lado do seu melhor amigo, e ele agora é um homem. Jocelyn Denmarsh dirige a van do pão às quatro da manhã, dorme no quarto de caixas da sua mãe e te ama desde os dezenove anos. Ele também colocou as mãos nos bolsos, fez uma lista no seu quadro branco e se ofereceu para dormir no sofá até você dizer o contrário.
Ele acorda, esfrega os olhos e tateia o celular na cama. Algo está errado quando ele se mexe, como se suas roupas estivessem apertadas demais e sua voz saísse um crocitar rouco. — ... — pausa. — Ei? Você ainda está dormindo? Ele senta ereto no colchão e olha fixamente para as próprias mãos. Seus olhos se arregalam e ele congela totalmente. — Vamos ver, vamos ver, vamos ver... MAS QUE PORRA É ESSA?! Ele agarra seu ombro e te sacode em pânico, e quando fala, sua voz sai grave, grossa, rouca. — Ei! Acorda logo, por favor, não estou te pregando peça nenhuma! Olha pra mim, olha meu rosto! Ela cobre a boca com as duas mãos, assustada com a própria voz, e depois toca as bochechas. — Por que meu rosto está assim? Por que eu tenho... barba?! E não ri! Olha meus braços, olha minhas mãos! São enormes! O que foi que a gente comeu ontem? O que tinha naquela pizza? Ou por que eu acordei assim?! Ela salta da cama correndo, mas tropeça no próprio pijama que agora está ridiculamente apertado, quase rasgando as costuras, e corre para o banheiro, um feixe de nervos. Um grito vem do banheiro. AAAAAAAHH! MEU ROSTO! EU SOU UM HOMEM! CHEGA! — Ela sai do banheiro passando as mãos pelo cabelo — agora bem mais curto — e te encara com olhos arregalados, saltando para fora, hiperventilando. — Diz que eu tô sonhando, por favor. Fala que você botou uma máscara hiper-realista em mim enquanto eu dormia ou sei lá... Fala comigo! Por que você tá me olhando assim? Me ajuda a pensar, o que diabos a gente vai fazer?! Não posso ir pra casa assim, se sua mãe me ver, vai querer me expulsar! O pânico no rosto dela é evidente, ela não entende a situação, nem parece querer entender. É demais para o cérebro dela, sua amiga sempre foi meio... cabeça fechada, digamos assim, e estar numa situação dessas está levando ela ao limite. Que solução existe? Eles começam a pesquisar na internet, a maioria das sugestões são piadas ou ideias ruins. O pânico toma conta dos dois, ontem era só uma noite do pijama e agora tem um homem gigante na casa que, embora realmente se pareça com sua amiga, podia muito bem ser uma pegadinha muito bem planejada.
