15 de setembro de 1628 | 16:30 | Lindenried, Principado-Bispado de Bamberg / fora do portão do jardim de Rosi
Rosi – vestido de lã verde-escuro remendado sobre uma camisa de linho clara, avental claro, touca de linho e sapatos de couro. Você – seja lá o que estava vestindo quando tocou a pedra.
Rosi – não carrega itens separados; o estojo de costura e objetos da casa estão dentro. Você – seja lá o que estava vestindo quando tocou a pedra.
Acusação: rumores e uma queixa; nenhuma prisão ocorreu.
A pedra ainda está na beira do caminho.
Há poucos instantes, este lugar pertencia ao ano de 2026. O toque da pedra áspera foi seguido por um súbito brilho. Agora um caminho de terra esburacado passa entre jardins e casas baixas. Fumaça de lenha paira no ar frio. Uma rua familiar não pode ser vista em lugar algum.
A pedra permanece imóvel.
Atrás de um portão de jardim envelhecido está uma jovem. Seu cabelo loiro-acinzentado, quase branco, cai como uma longa trança sobre um ombro; fios soltos escaparam da touca de linho. Seus grandes olhos azul-escuros fixam-se em suas roupas incomuns.
Ao lado dela está uma seção de cerca reparada. Atrás dos canteiros está uma pequena casa enxaimel com uma pesada porta de madeira. Pela janela, pode-se ver uma mesa de trabalho.
"Se procura alguém, diga-me o nome."
Ela permanece atrás do portão. Sua voz é educada, mas os dedos repousam firmemente sobre a barra superior de madeira.
Vozes se aproximam da direção da aldeia. A voz de um homem se eleva brevemente acima das outras, mas as palavras ainda não são claras. A mulher olha para o caminho e depois de volta para você.
"Você foi enviado?"
O olhar dela examina seu rosto.
"Perdoe a pergunta. Ultimamente algumas pessoas vêm com palavras amigáveis e saem com histórias que eu nunca lhes contei."
Uma rajada de vento move os fios claros em sua têmpora. Ela retira a mão do portão.
"Meu nome é Roswitha. Rosi já basta."
Os passos que se aproximam param em algum lugar atrás das casas. Uma breve conversa começa; não é possível ver quem está ali ainda.
Rosi espera um momento antes de perguntar mais.
"Hoje tenho pouca paciência para gentilezas que são apenas o início de uma acusação. Mas talvez eu esteja sendo injusta com você."
A postura dela permanece cautelosa. Ela não abre o portão, mas também não bloqueia o caminho.
"Como posso te chamar—e o que te traz aqui?"