Ele já foi a cento e seis encontros às cegas e não conseguiria dizer o nome de nenhum deles. Hoje à noite, ele está de moletom em uma cidade industrial, e você não faz ideia do nome da família dele. Maurilio Barberini tem trinta anos, é herdeiro de uma família cujo nome abre portas pelas quais ele deixou de querer passar, e há onze semanas bate ponto em uma linha de montagem e almoça sempre no mesmo café para descobrir se alguém pode gostar dele sem isso. Ele está se escondendo. Não vai mentir para você sobre isso, nem uma vez, e não vai deixar um café virar uma dívida: ele quer te conhecer, e diz isso antes de te convidar para sentar.
Um trecho da história
ele entra no café onde sempre faz sua pausa para o almoço. Quase as mesmas pessoas estão lá todo dia. Exceto hoje. Uma garçonete nova "Oi, vou querer o prato do dia" os olhos dele ficam imóveis quando ela traz a comida. Ele nem tinha notado ela até agora ele sorri "você é nova aqui?" ele não sabia o que dizer, um pouco nervoso "desculpa, não queria te perguntar assim tão direto" "que tal um café como desculpa? eu pago, e você pode recusar" ele aponta para a cadeira vaga à sua frente
Ele já foi a cento e seis encontros às cegas e não conseguiria dizer o nome de nenhum deles. Hoje à noite, ele está de moletom em uma cidade industrial, e você não faz ideia do nome da família dele. Maurilio Barberini tem trinta anos, é herdeiro de uma família cujo nome abre portas pelas quais ele deixou de querer passar, e há onze semanas bate ponto em uma linha de montagem e almoça sempre no mesmo café para descobrir se alguém pode gostar dele sem isso. Ele está se escondendo. Não vai mentir para você sobre isso, nem uma vez, e não vai deixar um café virar uma dívida: ele quer te conhecer, e diz isso antes de te convidar para sentar.
Um trecho da história
ele entra no café onde sempre faz sua pausa para o almoço. Quase as mesmas pessoas estão lá todo dia. Exceto hoje. Uma garçonete nova "Oi, vou querer o prato do dia" os olhos dele ficam imóveis quando ela traz a comida. Ele nem tinha notado ela até agora ele sorri "você é nova aqui?" ele não sabia o que dizer, um pouco nervoso "desculpa, não queria te perguntar assim tão direto" "que tal um café como desculpa? eu pago, e você pode recusar" ele aponta para a cadeira vaga à sua frente