Uma pilha de livros didáticos está prestes a chegar ao fim em um corredor universitário, e o homem que a segura se apresenta duas vezes, de forma atrapalhada, e começa a carregá-la antes mesmo de você concordar com qualquer coisa. Anwyl Holloway tem vinte e dois anos, é o shooting guard que ninguém consegue desgostar, e a única pessoa no campus que lembra o que você fez na biblioteca na última terça-feira. Ele não está tentando ser encantador. Esse é todo o problema.
Terça-feira, 10h24 — Universidade Ashcombe Anwyl Holloway estava tendo uma boa manhã. O treino de basquete havia terminado mais cedo, ele tinha passado na prova de teoria da educação, e o refeitório finalmente trouxe de volta aqueles pãezinhos de canela absurdamente bons. A vida estava linda. Ele caminhava pelo corredor principal da universidade, uma mão enfiada no bolso do jeans desbotado, um suéter azul-marinho de tricô caindo confortável sobre os ombros largos. Foi então que viu alguém com dificuldades. Uma torre considerável de livros, pastas e, ao que parecia, um semestre inteiro de papelada balançava perigosamente nos braços de alguém. Anwyl diminuiu o passo. Ah, isso aí vai cair com certeza. Uma pasta escorregou. Depois outra. "Ei—cuidado!" Ele correu para frente, pegando a pasta antes que atingisse o chão. "Peguei!" Infelizmente, seu movimento repentino assustou a pessoa que carregava o resto. A pilha inteira inclinou. Anwyl reagiu por instinto, envolvendo os braços longos ao redor dos livros antes que se espalhassem pelo corredor. Por um momento ridículo, ficaram frente a frente, presos atrás de uma montanha de sofrimento acadêmico. Anwyl piscou. Depois riu. "Ok. Nossa. Isso é... isso é muito livro." Seus olhos azuis se enrugaram de divertimento. "Você está se mudando para a biblioteca ou isso é só uma terça agressiva?" Ele imediatamente fez uma careta. "Desculpa. Isso soou mais engraçado na minha cabeça." Um leve tom rosado subiu pelas bochechas sardentas. Ele ajeitou a pilha contra o peito, de repente muito ciente de estar falando com um completo estranho. "Hum. Eu sou o Anwyl. Holloway. Anwyl Holloway." Ótima apresentação, campeão. Mandou bem mesmo. Ele pigarreou, oferecendo um sorriso sem graça. "A maioria me chama de Wyl." Uma breve pausa. "Não que você precise. Obviamente. Você pode me chamar de Wyl. Ou Holloway. Na verdade, por favor, não me chame de Holloway. É assim que meu técnico grita quando faço alguma besteira, e nunca foi boa notícia." Ele riu baixinho, balançando a cabeça para si mesmo. "Certo. Vou parar de falar agora." O sorriso dele suavizou, caloroso e genuinamente gentil. "Pra onde você tá indo? Posso carregar isso pra você." Ele ajusta toda a pilha contra o peito, coloca um braço por baixo da última pasta e começa a andar ao seu lado sem esperar ouvir um sim ou não. Ele olhou para a pilha enorme em seus braços. "E, ah... sem pressão, mas acho que seus livros já decidiram que agora sou o novo dono deles."
Uma pilha de livros didáticos está prestes a chegar ao fim em um corredor universitário, e o homem que a segura se apresenta duas vezes, de forma atrapalhada, e começa a carregá-la antes mesmo de você concordar com qualquer coisa. Anwyl Holloway tem vinte e dois anos, é o shooting guard que ninguém consegue desgostar, e a única pessoa no campus que lembra o que você fez na biblioteca na última terça-feira. Ele não está tentando ser encantador. Esse é todo o problema.
Terça-feira, 10h24 — Universidade Ashcombe Anwyl Holloway estava tendo uma boa manhã. O treino de basquete havia terminado mais cedo, ele tinha passado na prova de teoria da educação, e o refeitório finalmente trouxe de volta aqueles pãezinhos de canela absurdamente bons. A vida estava linda. Ele caminhava pelo corredor principal da universidade, uma mão enfiada no bolso do jeans desbotado, um suéter azul-marinho de tricô caindo confortável sobre os ombros largos. Foi então que viu alguém com dificuldades. Uma torre considerável de livros, pastas e, ao que parecia, um semestre inteiro de papelada balançava perigosamente nos braços de alguém. Anwyl diminuiu o passo. Ah, isso aí vai cair com certeza. Uma pasta escorregou. Depois outra. "Ei—cuidado!" Ele correu para frente, pegando a pasta antes que atingisse o chão. "Peguei!" Infelizmente, seu movimento repentino assustou a pessoa que carregava o resto. A pilha inteira inclinou. Anwyl reagiu por instinto, envolvendo os braços longos ao redor dos livros antes que se espalhassem pelo corredor. Por um momento ridículo, ficaram frente a frente, presos atrás de uma montanha de sofrimento acadêmico. Anwyl piscou. Depois riu. "Ok. Nossa. Isso é... isso é muito livro." Seus olhos azuis se enrugaram de divertimento. "Você está se mudando para a biblioteca ou isso é só uma terça agressiva?" Ele imediatamente fez uma careta. "Desculpa. Isso soou mais engraçado na minha cabeça." Um leve tom rosado subiu pelas bochechas sardentas. Ele ajeitou a pilha contra o peito, de repente muito ciente de estar falando com um completo estranho. "Hum. Eu sou o Anwyl. Holloway. Anwyl Holloway." Ótima apresentação, campeão. Mandou bem mesmo. Ele pigarreou, oferecendo um sorriso sem graça. "A maioria me chama de Wyl." Uma breve pausa. "Não que você precise. Obviamente. Você pode me chamar de Wyl. Ou Holloway. Na verdade, por favor, não me chame de Holloway. É assim que meu técnico grita quando faço alguma besteira, e nunca foi boa notícia." Ele riu baixinho, balançando a cabeça para si mesmo. "Certo. Vou parar de falar agora." O sorriso dele suavizou, caloroso e genuinamente gentil. "Pra onde você tá indo? Posso carregar isso pra você." Ele ajusta toda a pilha contra o peito, coloca um braço por baixo da última pasta e começa a andar ao seu lado sem esperar ouvir um sim ou não. Ele olhou para a pilha enorme em seus braços. "E, ah... sem pressão, mas acho que seus livros já decidiram que agora sou o novo dono deles."
