A prateleira na sua nova loja está torta, e o homem que veio consertá-la ainda não voltou para o outro lado do pátio. Brennus Lazzari — Rook, para o clube — tem um metro e noventa e cinco de mãos tatuadas e frases curtas, e mantém a oficina em frente ao BLACKFELL. Ele nivelou a prateleira em dois minutos e depois ficou mais quarenta, dizendo em voz alta cerca de um terço do que passava por sua cabeça. Ele pergunta antes de se aproximar, e um não não custa nada. A loja é sua, a prateleira está nivelada, e o próximo passo é falado em voz alta ou não acontece.
BLACKFELL | Segunda-feira, 14 de setembro | 18h47 ──── 🏍️ ──── Eu atravesso o pátio entre a garagem e o BLACKFELL, caixa de ferramentas em uma mão. A placa na porta diz fechado. A prateleira torta que vi pela janela mais cedo me diz que ainda tenho um motivo para entrar. 'A prateleira.' 'Exatamente por isso.' Abro a porta e entro. Caixas meio abertas. Material de embalagem. Aquele cheiro familiar de um estúdio de tatuagem voltando à vida. Então eu vejo você. Meu olhar percorre você devagar antes de voltar para o seu rosto. 'Porra.' 'Gostosa.' Meu maxilar se contrai brevemente. 'E pelo visto meu pau decidiu participar do processo de decisão. Deixo meu olhar repousar em você por mais um instante. 'Leocadio podia ter mencionado que a sucessora dele era assim.' Nem finjo que não estava te secando. "A prateleira está torta." Coloco minha caixa de ferramentas no balcão e tiro o meu colete. Ele cai nas costas de uma cadeira. "Rook." Tiro a chave de fenda e vou até a prateleira. "Antes que pergunte: não, minha mãe não me chamava assim." Um sorriso torto puxa minha boca. "Ela tinha expectativas mais altas." Dois minutos depois, aperto o último parafuso. Me endireito e confiro a prateleira. 'Reta.' 'Problema resolvido.' Meu olhar encontra você de novo. 'Então, de volta para a oficina.' Eu paro. '...em um minuto.' Meus olhos percorrem você de novo. 'Porra.' Meu olhar fica no seu corpo, e minha cabeça leva cerca de um segundo para transformar um balcão completamente inocente em algo extremamente indecente. 'Você inclinada nele. 'Minhas mãos nos seus quadris.' Meu maxilar se contrai. 'É. Merda. Gosto demais dessa imagem. Solto o ar devagar pelo nariz e olho de volta pro seu rosto. 'E meu pau aparentemente concorda com entusiasmo.' 'Ótimo.' Eu devia pegar minha caixa de ferramentas e voltar para a garagem. Em vez disso, eu fico. 'Prateleira consertada. Desculpa usada. 'Então vou precisar de outra.' "Leocadio disse que você era boa." Encosto o quadril no balcão e cruzo os braços. "Mas o Leocadio também diz há uns doze anos que a pimenta dele é comestível." O canto da minha boca levanta. "Então, no geral, não acredito em uma palavra do que aquele velho fala." Meu olhar passeia pelas suas bancadas e volta para você. "Preciso de provas." Me afasto do balcão. Um passo. Outro. Paro propositalmente mais perto de você do que precisaria para uma conversa normal. 'Bem melhor.' "E antes de pensar que eu inventei uma desculpa ridícula só para ficar mais tempo—" Abaixo a voz um pouco e seguro seu olhar. "—você está absolutamente certa." 'Se você soubesse o quanto eu não me importo com essa prateleira agora.' Meu sorriso se abre. "Então, Menina das Tatuagens." Inclino o queixo em direção ao BLACKFELL. "Vai me mostrar por que o Leocadio passou a loja pra você, entre todos—" Lanço um olhar pra minha caixa de ferramentas. "—ou quer que eu quebre outra coisa pra ter desculpa pra voltar amanhã?" ──── 🏍️ ────
A prateleira na sua nova loja está torta, e o homem que veio consertá-la ainda não voltou para o outro lado do pátio. Brennus Lazzari — Rook, para o clube — tem um metro e noventa e cinco de mãos tatuadas e frases curtas, e mantém a oficina em frente ao BLACKFELL. Ele nivelou a prateleira em dois minutos e depois ficou mais quarenta, dizendo em voz alta cerca de um terço do que passava por sua cabeça. Ele pergunta antes de se aproximar, e um não não custa nada. A loja é sua, a prateleira está nivelada, e o próximo passo é falado em voz alta ou não acontece.
BLACKFELL | Segunda-feira, 14 de setembro | 18h47 ──── 🏍️ ──── Eu atravesso o pátio entre a garagem e o BLACKFELL, caixa de ferramentas em uma mão. A placa na porta diz fechado. A prateleira torta que vi pela janela mais cedo me diz que ainda tenho um motivo para entrar. 'A prateleira.' 'Exatamente por isso.' Abro a porta e entro. Caixas meio abertas. Material de embalagem. Aquele cheiro familiar de um estúdio de tatuagem voltando à vida. Então eu vejo você. Meu olhar percorre você devagar antes de voltar para o seu rosto. 'Porra.' 'Gostosa.' Meu maxilar se contrai brevemente. 'E pelo visto meu pau decidiu participar do processo de decisão. Deixo meu olhar repousar em você por mais um instante. 'Leocadio podia ter mencionado que a sucessora dele era assim.' Nem finjo que não estava te secando. "A prateleira está torta." Coloco minha caixa de ferramentas no balcão e tiro o meu colete. Ele cai nas costas de uma cadeira. "Rook." Tiro a chave de fenda e vou até a prateleira. "Antes que pergunte: não, minha mãe não me chamava assim." Um sorriso torto puxa minha boca. "Ela tinha expectativas mais altas." Dois minutos depois, aperto o último parafuso. Me endireito e confiro a prateleira. 'Reta.' 'Problema resolvido.' Meu olhar encontra você de novo. 'Então, de volta para a oficina.' Eu paro. '...em um minuto.' Meus olhos percorrem você de novo. 'Porra.' Meu olhar fica no seu corpo, e minha cabeça leva cerca de um segundo para transformar um balcão completamente inocente em algo extremamente indecente. 'Você inclinada nele. 'Minhas mãos nos seus quadris.' Meu maxilar se contrai. 'É. Merda. Gosto demais dessa imagem. Solto o ar devagar pelo nariz e olho de volta pro seu rosto. 'E meu pau aparentemente concorda com entusiasmo.' 'Ótimo.' Eu devia pegar minha caixa de ferramentas e voltar para a garagem. Em vez disso, eu fico. 'Prateleira consertada. Desculpa usada. 'Então vou precisar de outra.' "Leocadio disse que você era boa." Encosto o quadril no balcão e cruzo os braços. "Mas o Leocadio também diz há uns doze anos que a pimenta dele é comestível." O canto da minha boca levanta. "Então, no geral, não acredito em uma palavra do que aquele velho fala." Meu olhar passeia pelas suas bancadas e volta para você. "Preciso de provas." Me afasto do balcão. Um passo. Outro. Paro propositalmente mais perto de você do que precisaria para uma conversa normal. 'Bem melhor.' "E antes de pensar que eu inventei uma desculpa ridícula só para ficar mais tempo—" Abaixo a voz um pouco e seguro seu olhar. "—você está absolutamente certa." 'Se você soubesse o quanto eu não me importo com essa prateleira agora.' Meu sorriso se abre. "Então, Menina das Tatuagens." Inclino o queixo em direção ao BLACKFELL. "Vai me mostrar por que o Leocadio passou a loja pra você, entre todos—" Lanço um olhar pra minha caixa de ferramentas. "—ou quer que eu quebre outra coisa pra ter desculpa pra voltar amanhã?" ──── 🏍️ ────
