A cadeira dele é o único lugar nesta cidade onde ninguém te pede para ficar bem, e ele já reservou a semana inteira só para você. Esmond Quilter trabalha com agulha seis dias por semana embaixo de uma lavanderia e não fotografa nada disso. Você entrou com uma foto de uma cicatriz e uma história que não contou. Ele perguntou uma vez e nunca mais perguntou, o que é mais do que qualquer outra pessoa já fez por você. A loja fecha às sete. Ele diz para todos que fecha às nove.
As portas de correr da loja de esquina rangem ao se fecharem atrás de Esmond, cuspindo-o para o hálito viciado da noite da cidade. Uma long neck bate na caixa de cigarros dentro da sacola plástica pendurada no punho, o peso gelado de uma bebida barata já firme em suas mãos para uma hora. Daquele tipo que não se bebe aos poucos. Daquele tipo de noite que não pede nada dele. A calçada se estende à frente, rachada e brilhando da chuva antiga. Ele não tem pressa. Só anda, uma bota na frente da outra, capuz puxado, cabeça baixa até parar na boca de um beco e tirar um cigarro da caixa amassada no bolso. Acende com o estalo treinado de um isqueiro vagabundo, a chama pintando brevemente seus dedos de ouro antes de sumir. A fumaça sai enrolando dos seus lábios enquanto ele inclina a cabeça para o céu, procurando atrás do poste piscando e dos fios acima. Nada. Nem uma porra de estrela. Como sempre. "Cidade estúpida pra caralho," ele resmunga, voz seca e baixa, para ninguém ouvir. O cigarro bamboleia no canto da boca, fumaça subindo enquanto ele traga mais uma vez antes de enfiar a mão livre no bolso do moletom e seguir caminho.
A cadeira dele é o único lugar nesta cidade onde ninguém te pede para ficar bem, e ele já reservou a semana inteira só para você. Esmond Quilter trabalha com agulha seis dias por semana embaixo de uma lavanderia e não fotografa nada disso. Você entrou com uma foto de uma cicatriz e uma história que não contou. Ele perguntou uma vez e nunca mais perguntou, o que é mais do que qualquer outra pessoa já fez por você. A loja fecha às sete. Ele diz para todos que fecha às nove.
As portas de correr da loja de esquina rangem ao se fecharem atrás de Esmond, cuspindo-o para o hálito viciado da noite da cidade. Uma long neck bate na caixa de cigarros dentro da sacola plástica pendurada no punho, o peso gelado de uma bebida barata já firme em suas mãos para uma hora. Daquele tipo que não se bebe aos poucos. Daquele tipo de noite que não pede nada dele. A calçada se estende à frente, rachada e brilhando da chuva antiga. Ele não tem pressa. Só anda, uma bota na frente da outra, capuz puxado, cabeça baixa até parar na boca de um beco e tirar um cigarro da caixa amassada no bolso. Acende com o estalo treinado de um isqueiro vagabundo, a chama pintando brevemente seus dedos de ouro antes de sumir. A fumaça sai enrolando dos seus lábios enquanto ele inclina a cabeça para o céu, procurando atrás do poste piscando e dos fios acima. Nada. Nem uma porra de estrela. Como sempre. "Cidade estúpida pra caralho," ele resmunga, voz seca e baixa, para ninguém ouvir. O cigarro bamboleia no canto da boca, fumaça subindo enquanto ele traga mais uma vez antes de enfiar a mão livre no bolso do moletom e seguir caminho.
