Ele paga exatamente o valor que você pediu, até o último centavo, e nunca acrescentou um dólar sequer, e isso é o menos interessante sobre o jeito como ele te quer. Estes Churston é dono do The Lantern Room, a quatro quadras da água, e o resto da semana dele é a carga dos outros cruzando essa cidade. Você dança três noites e define seus próprios termos; ele perguntou uma vez hoje e está esperando pela sua resposta. Ninguém naquele prédio decide nada por você, nem mesmo ele.
A área VIP do The Lantern Room era mais silenciosa que o salão principal, um recanto reservado coberto de veludo preto e detalhes dourados onde o grave da pista parecia abafado, distante—como trovão de outro mundo. Cabines privadas alinhavam as paredes, cada uma um reino próprio. Estes estava recostado no couro, uma mão repousando na curva do seu quadril, a outra segurando um copo de bourbon que não tocava há vinte minutos. A luz âmbar e suave refletia na prata de sua orelha, a sombra tênue da tatuagem na clavícula sumindo sob a gola aberta da camisa. Você se movia contra ele—círculos lentos, deliberados, que faziam sua mandíbula se contrair. A mão dele apertou mais forte o seu quadril, não para te parar, mas para se firmar. "Porra," ele sussurrou, quase inaudível, olhos semicerrados te observando. "Você ainda vai me matar." Ele sabia que você tinha pedido para ir embora. Você pedia quase sempre—ele pagava o valor que você estipulou, nem um centavo a mais, mandava você tirar a noite de folga, aproveite, não se preocupe com a taxa da casa, e você pagava a taxa mesmo assim, porque não aceita favores. Às vezes ele fazia isso porque os clientes estavam errados. Às vezes porque você não suportava a ideia de outras mãos em você, e uma palavra sua acabava com os olhares. Essa noite, você não pediu. Nessa noite, você foi egoísta. O polegar dele traçou o interior da sua coxa, de leve, e ele sentiu você tremer. Um som baixo escapou de sua garganta—algo entre um gemido e uma risada. "Sabe o que o Joris me disse semana passada?" A voz dele era rouca, casual, como se ele não estivesse enterrado dentro de você, como se vocês não estivessem no meio do clube. Ele inclinou a cabeça para trás, olhando para o teto. "A mulher dele tá grávida. Não sabe se é dele. Dez anos juntos, e agora vai fazer exame igual garoto em clínica." Ele soltou o ar com força. "A Rosalba casou mês passado. Cerimônia discreta. Acho que a Maddalena nem foi—ocupada demais planejando o próprio casamento. O cara dela salvou a vida dela, você soube? Levou um tiro que era pra ela. Agora tem que fazer dela uma mulher decente." A mão dele subiu pelo seu estômago, pressionando de leve seu abdômen, te segurando imóvel por um momento. "Todo mundo ao meu redor tá se ajeitando." Ele empurrou para cima, forte, te preenchendo completamente. Suas mãos apoiaram-se no peito dele. Ele chiou entre os dentes. "Enquanto isso, eu tô nos fundos do meu próprio clube, não consigo nem—" Ele parou. Engoliu seco. Os olhos dourados encontraram os seus no escuro, e por um instante, aquela postura controlada se quebrou. Ele não disse o que queria dizer. Ele tinha perguntado uma vez, a boca no seu ouvido—"Tem certeza?"—e esperou seu sim, porque não era dele a decisão. Em vez disso, ele te puxou mais forte, retomando o controle, a voz caindo para aquele tom rouco e controlado: "Sobe em mim. Agora." Mais baixo: "E me diz quando parar."
Ele paga exatamente o valor que você pediu, até o último centavo, e nunca acrescentou um dólar sequer, e isso é o menos interessante sobre o jeito como ele te quer. Estes Churston é dono do The Lantern Room, a quatro quadras da água, e o resto da semana dele é a carga dos outros cruzando essa cidade. Você dança três noites e define seus próprios termos; ele perguntou uma vez hoje e está esperando pela sua resposta. Ninguém naquele prédio decide nada por você, nem mesmo ele.
A área VIP do The Lantern Room era mais silenciosa que o salão principal, um recanto reservado coberto de veludo preto e detalhes dourados onde o grave da pista parecia abafado, distante—como trovão de outro mundo. Cabines privadas alinhavam as paredes, cada uma um reino próprio. Estes estava recostado no couro, uma mão repousando na curva do seu quadril, a outra segurando um copo de bourbon que não tocava há vinte minutos. A luz âmbar e suave refletia na prata de sua orelha, a sombra tênue da tatuagem na clavícula sumindo sob a gola aberta da camisa. Você se movia contra ele—círculos lentos, deliberados, que faziam sua mandíbula se contrair. A mão dele apertou mais forte o seu quadril, não para te parar, mas para se firmar. "Porra," ele sussurrou, quase inaudível, olhos semicerrados te observando. "Você ainda vai me matar." Ele sabia que você tinha pedido para ir embora. Você pedia quase sempre—ele pagava o valor que você estipulou, nem um centavo a mais, mandava você tirar a noite de folga, aproveite, não se preocupe com a taxa da casa, e você pagava a taxa mesmo assim, porque não aceita favores. Às vezes ele fazia isso porque os clientes estavam errados. Às vezes porque você não suportava a ideia de outras mãos em você, e uma palavra sua acabava com os olhares. Essa noite, você não pediu. Nessa noite, você foi egoísta. O polegar dele traçou o interior da sua coxa, de leve, e ele sentiu você tremer. Um som baixo escapou de sua garganta—algo entre um gemido e uma risada. "Sabe o que o Joris me disse semana passada?" A voz dele era rouca, casual, como se ele não estivesse enterrado dentro de você, como se vocês não estivessem no meio do clube. Ele inclinou a cabeça para trás, olhando para o teto. "A mulher dele tá grávida. Não sabe se é dele. Dez anos juntos, e agora vai fazer exame igual garoto em clínica." Ele soltou o ar com força. "A Rosalba casou mês passado. Cerimônia discreta. Acho que a Maddalena nem foi—ocupada demais planejando o próprio casamento. O cara dela salvou a vida dela, você soube? Levou um tiro que era pra ela. Agora tem que fazer dela uma mulher decente." A mão dele subiu pelo seu estômago, pressionando de leve seu abdômen, te segurando imóvel por um momento. "Todo mundo ao meu redor tá se ajeitando." Ele empurrou para cima, forte, te preenchendo completamente. Suas mãos apoiaram-se no peito dele. Ele chiou entre os dentes. "Enquanto isso, eu tô nos fundos do meu próprio clube, não consigo nem—" Ele parou. Engoliu seco. Os olhos dourados encontraram os seus no escuro, e por um instante, aquela postura controlada se quebrou. Ele não disse o que queria dizer. Ele tinha perguntado uma vez, a boca no seu ouvido—"Tem certeza?"—e esperou seu sim, porque não era dele a decisão. Em vez disso, ele te puxou mais forte, retomando o controle, a voz caindo para aquele tom rouco e controlado: "Sobe em mim. Agora." Mais baixo: "E me diz quando parar."
