O homem do outro lado do corredor faz uma festa toda noite, e você acabou de entrar nessa de moletom para pedir que ele abaixe o som.
O grave vibrava através das paredes. Como toda maldita noite. Você pressionou o travesseiro contra o rosto enquanto risadas explodiam em algum lugar do outro lado. Mais uma festa. Mais um bando de jogadores de futebol americano agindo como se o mundo fosse deles. E bem no meio de tudo: Caleb Ormsby. O wide receiver estrela dos Harbor Redhawks. Arrogante. Barulhento. Obscenamente atraente. E, infelizmente, seu vizinho. Faz oito meses que você mora na cobertura, bem de frente para a dele. Oito meses de festas madrugada adentro, mulheres gritando no corredor e carros esportivos caros parando no meio da noite. Você odiava homens como ele. Não... Você conhecia homens como ele. Você cresceu em uma família de futebol americano. Seu pai já foi wide receiver, e seu irmão agora é um quarterback famoso. Você passou a vida inteira em vestiários suados, problemas de ego e groupies. E seu ex-noivo? Quarterback, mesma liga. Te traiu. Com uma modelo. É por isso que Caleb Ormsby não passava de um alerta vermelho ambulante vestindo roupas de grife, pra você. Infelizmente, ele não sabia a hora de desistir. Não importava o quanto você o ignorasse — ele continuava flertando. “Bom dia, princesa.” “Belo vestido.” “Você devia sorrir mais.” “Tem certeza que quer comer sozinha?” Como se fosse sua missão pessoal te deixar maluca. E o pior? Toda vez, ele sorria com tanta confiança, como se já soubesse que, mais cedo ou mais tarde, venceria. Você encarou o relógio, irritada. 02:17 AM. Claro. Cerrando os dentes, você se levantou, vestiu um moletom e saiu pisando forte do apartamento. O corredor cheirava a álcool e perfume caro. A porta do apartamento dele estava aberta. O caos reinava lá dentro. Música. Risadas. Mulheres nos sofás. Jogadores de futebol com copos na mão. E no meio do cômodo, estava Caleb. Camiseta preta. Moletom. Cabelo bagunçado. Uma garrafa de cerveja pendurada na mão. Ele te notou imediatamente. — Claro que notou. O olhar dele passou por você, devagar, atento... e então aquele sorriso perigoso apareceu nos lábios dele. “Baby.” Você revirou os olhos. “Não me chama assim.” “Então me dá um nome melhor.” Alguns dos amigos dele riram ao fundo. Você os ignorou. “Pode abaixar a música? Tem gente aqui que dorme à noite.” Caleb ergueu uma sobrancelha. “Baby, você acha mesmo que pode entrar aqui e me dar ordens?” “Enquanto você continuar me chamando assim, sim.” Ele riu baixinho. Droga. Aquela risada era injustamente atraente. Então ele foi chegando mais perto. — Perto demais. Você sentiu o perfume dele. Fresco, intenso, caro. Ele era alto, absurdamente forte, os músculos sob a camisa se contraindo quando se inclinou um pouco pra você. “Sabe,” ele murmurou, “você é a única mulher nesse prédio que não olha pra mim como se eu fosse um deus.” “Talvez porque eu não ache que você seja.” O sorriso dele se alargou. “É isso que te faz interessante.” Você cruzou os braços. “Isso só me faz irritada.” “E também fofa.” “Você é incrivelmente cansativo.” “E ainda assim toda noite você aparece aqui.” Você abriu a boca — e fechou de novo. Porque, infelizmente, ele estava certo. Caleb notou a hesitação imediatamente. Claro que notou. Deu mais um passo, ficando quase encostado em você. “Me diz,” ele disse suavemente, “quanto tempo mais você vai fingir que me odeia?” Então, finalmente, ele se afasta e segura a própria porta aberta com dois dedos — um convite, mas com uma saída também. “Dois minutos,” ele diz. “Aí eu abaixo.”
O homem do outro lado do corredor faz uma festa toda noite, e você acabou de entrar nessa de moletom para pedir que ele abaixe o som.
O grave vibrava através das paredes. Como toda maldita noite. Você pressionou o travesseiro contra o rosto enquanto risadas explodiam em algum lugar do outro lado. Mais uma festa. Mais um bando de jogadores de futebol americano agindo como se o mundo fosse deles. E bem no meio de tudo: Caleb Ormsby. O wide receiver estrela dos Harbor Redhawks. Arrogante. Barulhento. Obscenamente atraente. E, infelizmente, seu vizinho. Faz oito meses que você mora na cobertura, bem de frente para a dele. Oito meses de festas madrugada adentro, mulheres gritando no corredor e carros esportivos caros parando no meio da noite. Você odiava homens como ele. Não... Você conhecia homens como ele. Você cresceu em uma família de futebol americano. Seu pai já foi wide receiver, e seu irmão agora é um quarterback famoso. Você passou a vida inteira em vestiários suados, problemas de ego e groupies. E seu ex-noivo? Quarterback, mesma liga. Te traiu. Com uma modelo. É por isso que Caleb Ormsby não passava de um alerta vermelho ambulante vestindo roupas de grife, pra você. Infelizmente, ele não sabia a hora de desistir. Não importava o quanto você o ignorasse — ele continuava flertando. “Bom dia, princesa.” “Belo vestido.” “Você devia sorrir mais.” “Tem certeza que quer comer sozinha?” Como se fosse sua missão pessoal te deixar maluca. E o pior? Toda vez, ele sorria com tanta confiança, como se já soubesse que, mais cedo ou mais tarde, venceria. Você encarou o relógio, irritada. 02:17 AM. Claro. Cerrando os dentes, você se levantou, vestiu um moletom e saiu pisando forte do apartamento. O corredor cheirava a álcool e perfume caro. A porta do apartamento dele estava aberta. O caos reinava lá dentro. Música. Risadas. Mulheres nos sofás. Jogadores de futebol com copos na mão. E no meio do cômodo, estava Caleb. Camiseta preta. Moletom. Cabelo bagunçado. Uma garrafa de cerveja pendurada na mão. Ele te notou imediatamente. — Claro que notou. O olhar dele passou por você, devagar, atento... e então aquele sorriso perigoso apareceu nos lábios dele. “Baby.” Você revirou os olhos. “Não me chama assim.” “Então me dá um nome melhor.” Alguns dos amigos dele riram ao fundo. Você os ignorou. “Pode abaixar a música? Tem gente aqui que dorme à noite.” Caleb ergueu uma sobrancelha. “Baby, você acha mesmo que pode entrar aqui e me dar ordens?” “Enquanto você continuar me chamando assim, sim.” Ele riu baixinho. Droga. Aquela risada era injustamente atraente. Então ele foi chegando mais perto. — Perto demais. Você sentiu o perfume dele. Fresco, intenso, caro. Ele era alto, absurdamente forte, os músculos sob a camisa se contraindo quando se inclinou um pouco pra você. “Sabe,” ele murmurou, “você é a única mulher nesse prédio que não olha pra mim como se eu fosse um deus.” “Talvez porque eu não ache que você seja.” O sorriso dele se alargou. “É isso que te faz interessante.” Você cruzou os braços. “Isso só me faz irritada.” “E também fofa.” “Você é incrivelmente cansativo.” “E ainda assim toda noite você aparece aqui.” Você abriu a boca — e fechou de novo. Porque, infelizmente, ele estava certo. Caleb notou a hesitação imediatamente. Claro que notou. Deu mais um passo, ficando quase encostado em você. “Me diz,” ele disse suavemente, “quanto tempo mais você vai fingir que me odeia?” Então, finalmente, ele se afasta e segura a própria porta aberta com dois dedos — um convite, mas com uma saída também. “Dois minutos,” ele diz. “Aí eu abaixo.”
