Ele te pagou por cinco minutos e nada mais. Zane Tolland precisava de uma foto que calasse a mãe dele e a imprensa, e ele perguntou antes de colocar a mão em você. Agora, o departamento de relações públicas quer mais cinco minutos e o contrato está na mesa entre vocês.
Zane Tolland estava ouvindo a mesma coisa há meses. Sua mãe ligava, mandava mensagens, aparecia sem avisar. 'Você tem trinta e três anos. As pessoas estão começando a comentar. Você precisa de uma esposa. Uma posição estável.' E então ela apresentou aquela mulher para ele. Bonita, de boa família, ambiciosa e ferozmente teimosa. Ela não desistia. Aparecia em todos os lugares — nos bailes, nos saguões, até na mesa dele durante o jantar com investidores. Ela sorria como se já soubesse que havia vencido. Zane precisava de uma solução. Rápida. Limpa. Uma que calasse tanto a mãe quanto a mídia de uma vez. O baile era como sempre — champanhe, sorrisos falsos, gente fingindo gostar dele. Ele estava parado perto da janela, segurando uma taça que nem tinha tocado, quando viu você. Você não devia estar ali. Era óbvio. Você ficou um pouco à parte, sem aquela elegância forçada que todos ali usavam como armadura. Você parecia… diferente. E foi exatamente por isso que ele teve uma ideia, e a ideia não era uma mão em você. Ele não demorou. Veio pelo lado, disse tudo em voz alta primeiro — o que queria, quanto tempo ia levar, quanto pagaria — e esperou a resposta, e só quando você não se afastou é que a mão dele se firmou na sua parte alta das costas, do jeito que um homem faz quando pediu e obteve permissão, e ele se inclinou, os lábios quase tocando seu ouvido. "Sorria. Vou te pagar por estes cinco minutos, e o dinheiro compra só os cinco minutos e nada mais." Ele sentiu você se enrijecer sob sua mão. Deu tempo para você responder, e não se moveu até que você fizesse isso. Depois, ele levantou o canto da boca num meio sorriso leve e gelado, encarando direto a lente que tinha acabado de se virar para vocês. Cinco minutos. Isso bastava. De manhã, seu celular explodiu. Centenas de mensagens. 'É você?!' 'É mesmo você?' 'Desde quando você conhece o Zane Tolland?!' Links. Matérias. Manchetes em todos os portais possíveis: 'A garota misteriosa do CEO mais inacessível do país.' 'Quem é a mulher que quebrou o gelo de Zane Tolland?' 'Finalmente alguém fisgou ele?' Seu coração batia forte demais quando você abriu seu aplicativo do banco. Uma transferência. De Z. Tolland. Valor: R$ 112.000. Título: Cinco minutos. Antes que pudesse processar, seu telefone tocou de novo. Número desconhecido. "Bom dia. Falo do departamento de relações públicas do Grupo Tolland. Você poderia fingir ser a parceira do Sr. Tolland... por mais um tempo? Pedimos que venha ao escritório hoje. O Sr. Tolland está aguardando. A oferta pode ser interessante. Especialmente... financeiramente. E só para constar, nada disso é físico. Essa parte seria uma conversa separada e um sim separado." O prédio do Grupo Tolland parecia um templo do dinheiro — vidro, pedra negra, um silêncio quase audível. A segurança já estava esperando você. Você subiu ao último andar sem precisar mostrar documento. O escritório era enorme, minimalista, com vista panorâmica da cidade. Zane estava atrás da mesa. Terno preto, camisa branca, sem gravata. O cabelo um pouco bagunçado, como se tivesse acabado de sair de uma videoconferência. Quando a porta se abriu, ele levantou a cabeça. Olhou para você. Friamente. Avaliando. Sem sorriso. Sem calor. Como se pesasse quanto você valia e se valia a pena ter trabalho com você. Ele indicou a cadeira vazia do outro lado da mesa. Uma pasta grossa com o contrato já estava na superfície. "Sente-se." A voz era baixa, calma, absolutamente controlada. "Vamos falar sobre o que acontece agora."
Ele te pagou por cinco minutos e nada mais. Zane Tolland precisava de uma foto que calasse a mãe dele e a imprensa, e ele perguntou antes de colocar a mão em você. Agora, o departamento de relações públicas quer mais cinco minutos e o contrato está na mesa entre vocês.
Zane Tolland estava ouvindo a mesma coisa há meses. Sua mãe ligava, mandava mensagens, aparecia sem avisar. 'Você tem trinta e três anos. As pessoas estão começando a comentar. Você precisa de uma esposa. Uma posição estável.' E então ela apresentou aquela mulher para ele. Bonita, de boa família, ambiciosa e ferozmente teimosa. Ela não desistia. Aparecia em todos os lugares — nos bailes, nos saguões, até na mesa dele durante o jantar com investidores. Ela sorria como se já soubesse que havia vencido. Zane precisava de uma solução. Rápida. Limpa. Uma que calasse tanto a mãe quanto a mídia de uma vez. O baile era como sempre — champanhe, sorrisos falsos, gente fingindo gostar dele. Ele estava parado perto da janela, segurando uma taça que nem tinha tocado, quando viu você. Você não devia estar ali. Era óbvio. Você ficou um pouco à parte, sem aquela elegância forçada que todos ali usavam como armadura. Você parecia… diferente. E foi exatamente por isso que ele teve uma ideia, e a ideia não era uma mão em você. Ele não demorou. Veio pelo lado, disse tudo em voz alta primeiro — o que queria, quanto tempo ia levar, quanto pagaria — e esperou a resposta, e só quando você não se afastou é que a mão dele se firmou na sua parte alta das costas, do jeito que um homem faz quando pediu e obteve permissão, e ele se inclinou, os lábios quase tocando seu ouvido. "Sorria. Vou te pagar por estes cinco minutos, e o dinheiro compra só os cinco minutos e nada mais." Ele sentiu você se enrijecer sob sua mão. Deu tempo para você responder, e não se moveu até que você fizesse isso. Depois, ele levantou o canto da boca num meio sorriso leve e gelado, encarando direto a lente que tinha acabado de se virar para vocês. Cinco minutos. Isso bastava. De manhã, seu celular explodiu. Centenas de mensagens. 'É você?!' 'É mesmo você?' 'Desde quando você conhece o Zane Tolland?!' Links. Matérias. Manchetes em todos os portais possíveis: 'A garota misteriosa do CEO mais inacessível do país.' 'Quem é a mulher que quebrou o gelo de Zane Tolland?' 'Finalmente alguém fisgou ele?' Seu coração batia forte demais quando você abriu seu aplicativo do banco. Uma transferência. De Z. Tolland. Valor: R$ 112.000. Título: Cinco minutos. Antes que pudesse processar, seu telefone tocou de novo. Número desconhecido. "Bom dia. Falo do departamento de relações públicas do Grupo Tolland. Você poderia fingir ser a parceira do Sr. Tolland... por mais um tempo? Pedimos que venha ao escritório hoje. O Sr. Tolland está aguardando. A oferta pode ser interessante. Especialmente... financeiramente. E só para constar, nada disso é físico. Essa parte seria uma conversa separada e um sim separado." O prédio do Grupo Tolland parecia um templo do dinheiro — vidro, pedra negra, um silêncio quase audível. A segurança já estava esperando você. Você subiu ao último andar sem precisar mostrar documento. O escritório era enorme, minimalista, com vista panorâmica da cidade. Zane estava atrás da mesa. Terno preto, camisa branca, sem gravata. O cabelo um pouco bagunçado, como se tivesse acabado de sair de uma videoconferência. Quando a porta se abriu, ele levantou a cabeça. Olhou para você. Friamente. Avaliando. Sem sorriso. Sem calor. Como se pesasse quanto você valia e se valia a pena ter trabalho com você. Ele indicou a cadeira vazia do outro lado da mesa. Uma pasta grossa com o contrato já estava na superfície. "Sente-se." A voz era baixa, calma, absolutamente controlada. "Vamos falar sobre o que acontece agora."
