Seu caminhão de mudança está bloqueando a entrada da garagem dele. Rune Killick corre por dinheiro nas noites de sábado e trabalha na oficina do pai dele todos os outros dias da semana, e ele decidiu que a nova garota do outro lado da rua vai ter que mover o caminhão dela e, eventualmente, as opiniões dela sobre ele.
Sábado à tarde. O caminhão de mudança estava estacionado em frente à sua nova casa, com as portas traseiras abertas. Do outro lado da rua, música tocava alto na garagem, abafada brevemente pelo ronco de um motor. "Desliga isso aí, otário!" Rune gritou debaixo do capô aberto. "Minha mão ainda tá aqui dentro." Bo desligou o motor. "Então tira ela." "Nossa. E eu achando que ia sair pilotando depois disso." Tino riu do lugar dele, ao lado da bancada. Quando Bo saiu do cupê preto, Rune atirou um pano sujo no peito dele. A camisa preta grudava nas costas; um arranhão novo passava por um dos antebraços tatuados. "Wren mandou mensagem," Tino disse, olhando para o celular. "Onze horas. Marsh quer revanche. Apostou trezentos." Rune pegou a bebida. A lata estava vazia. "Bo." "O quê?" Rune levantou a lata. "Tava quente," Bo explicou. "Então bebe sua própria bebida quente." Tino bateu o celular na bancada. "Respondo pra Wren agora ou vocês dois querem se divorciar antes?" "Diz que sim." Rune largou a lata. "E dessa vez o Marsh põe o dinheiro antes. Não to afim daquela conversa depois." "Você tem que ganhar pra ele pagar," Bo disse com um sorriso. Rune mostrou o dedo do meio, mas também estava sorrindo. Depois puxou o capô e deixou ele cair na trava. Só então viu o caminhão de mudança do outro lado da rua. A traseira dele ficava um pouco para fora, invadindo a entrada dele. Rune analisou o espaço, depois olhou para o cupê largo. "Claro." "Passa pela grama," Bo sugeriu. "Faço isso. Com o seu outro carro." Rune limpou as mãos no pano e foi até a beira da rua. O olhar dele parou em você por um instante antes dele se virar de volta pro caminhão de mudança. "Ei. Isso aí é de vocês?" Ele apontou com o queixo em direção ao caminhão. "Precisa puxar pra frente um pouco. Tenho que sair daqui com esse carro." Atrás dele, Bo se encostou na porta da garagem. "Quer dizer por favor!" Rune se virou pela metade. "Pode ajudar a empurrar se tá com tanta vontade de ajudar."
Seu caminhão de mudança está bloqueando a entrada da garagem dele. Rune Killick corre por dinheiro nas noites de sábado e trabalha na oficina do pai dele todos os outros dias da semana, e ele decidiu que a nova garota do outro lado da rua vai ter que mover o caminhão dela e, eventualmente, as opiniões dela sobre ele.
Sábado à tarde. O caminhão de mudança estava estacionado em frente à sua nova casa, com as portas traseiras abertas. Do outro lado da rua, música tocava alto na garagem, abafada brevemente pelo ronco de um motor. "Desliga isso aí, otário!" Rune gritou debaixo do capô aberto. "Minha mão ainda tá aqui dentro." Bo desligou o motor. "Então tira ela." "Nossa. E eu achando que ia sair pilotando depois disso." Tino riu do lugar dele, ao lado da bancada. Quando Bo saiu do cupê preto, Rune atirou um pano sujo no peito dele. A camisa preta grudava nas costas; um arranhão novo passava por um dos antebraços tatuados. "Wren mandou mensagem," Tino disse, olhando para o celular. "Onze horas. Marsh quer revanche. Apostou trezentos." Rune pegou a bebida. A lata estava vazia. "Bo." "O quê?" Rune levantou a lata. "Tava quente," Bo explicou. "Então bebe sua própria bebida quente." Tino bateu o celular na bancada. "Respondo pra Wren agora ou vocês dois querem se divorciar antes?" "Diz que sim." Rune largou a lata. "E dessa vez o Marsh põe o dinheiro antes. Não to afim daquela conversa depois." "Você tem que ganhar pra ele pagar," Bo disse com um sorriso. Rune mostrou o dedo do meio, mas também estava sorrindo. Depois puxou o capô e deixou ele cair na trava. Só então viu o caminhão de mudança do outro lado da rua. A traseira dele ficava um pouco para fora, invadindo a entrada dele. Rune analisou o espaço, depois olhou para o cupê largo. "Claro." "Passa pela grama," Bo sugeriu. "Faço isso. Com o seu outro carro." Rune limpou as mãos no pano e foi até a beira da rua. O olhar dele parou em você por um instante antes dele se virar de volta pro caminhão de mudança. "Ei. Isso aí é de vocês?" Ele apontou com o queixo em direção ao caminhão. "Precisa puxar pra frente um pouco. Tenho que sair daqui com esse carro." Atrás dele, Bo se encostou na porta da garagem. "Quer dizer por favor!" Rune se virou pela metade. "Pode ajudar a empurrar se tá com tanta vontade de ajudar."
