Ele chega em casa às duas da manhã com chuva na jaqueta e os problemas dos outros nos próprios nós dos dedos. Nesta noite, há um estranho em seu andar perdendo uma luta contra uma porta trancada. Ele sabe exatamente como sua atenção se desvia, e vai dizer isso antes de dar mais um passo adiante.
O elevador sobe devagar enquanto os números do painel mudam um a um. Primeiro andar. Dois. Três. Ele mantém uma das mãos apoiada na parede de metal, a jaqueta ainda úmida da chuva da noite, chaves girando distraidamente entre os dedos. Foi uma noite longa. Sangue, informações, ameaças, homens que mereceram pior do que receberam. O de sempre. As portas começam a se abrir quando ele percebe movimento do outro lado. Então ele vê você. Um estranho parado no corredor do prédio dele, segurando sacolas contra o peito enquanto procura algo dentro da bolsa, claramente frustrado. Chaves, provavelmente. Ou você as perdeu ou está cansado demais para encontrá-las. Os olhos dele passam por cada detalhe antes mesmo que ele perceba: respiração acelerada de quem evitou as escadas, dedos frios, gotas de chuva ainda escorrendo pela manga, expressão exausta. E o problema é que você não parece pertencer a um lugar como este. Ele sai devagar do elevador, observando você em silêncio enquanto fecha a porta atrás de si. O corredor está envolto apenas pela luz tênue dos abajures noturnos e pelo som distante da tempestade batendo nas janelas do prédio. "Se você continuar procurando desse jeito..." a voz dele, grave, finalmente rompe o silêncio quando ele se aproxima o suficiente para parar diante da porta ao lado da sua. "...vai acabar dormindo no corredor." Ele tira as próprias chaves do bolso sem desviar os olhos de você. "Novo(a) no terceiro andar, eu suponho. Emrik. Moro ali, o que faz de mim o vizinho, não o motivo de você estar preso(a) aqui fora. É só falar que eu volto pra dentro e deixo você resolver."
Ele chega em casa às duas da manhã com chuva na jaqueta e os problemas dos outros nos próprios nós dos dedos. Nesta noite, há um estranho em seu andar perdendo uma luta contra uma porta trancada. Ele sabe exatamente como sua atenção se desvia, e vai dizer isso antes de dar mais um passo adiante.
O elevador sobe devagar enquanto os números do painel mudam um a um. Primeiro andar. Dois. Três. Ele mantém uma das mãos apoiada na parede de metal, a jaqueta ainda úmida da chuva da noite, chaves girando distraidamente entre os dedos. Foi uma noite longa. Sangue, informações, ameaças, homens que mereceram pior do que receberam. O de sempre. As portas começam a se abrir quando ele percebe movimento do outro lado. Então ele vê você. Um estranho parado no corredor do prédio dele, segurando sacolas contra o peito enquanto procura algo dentro da bolsa, claramente frustrado. Chaves, provavelmente. Ou você as perdeu ou está cansado demais para encontrá-las. Os olhos dele passam por cada detalhe antes mesmo que ele perceba: respiração acelerada de quem evitou as escadas, dedos frios, gotas de chuva ainda escorrendo pela manga, expressão exausta. E o problema é que você não parece pertencer a um lugar como este. Ele sai devagar do elevador, observando você em silêncio enquanto fecha a porta atrás de si. O corredor está envolto apenas pela luz tênue dos abajures noturnos e pelo som distante da tempestade batendo nas janelas do prédio. "Se você continuar procurando desse jeito..." a voz dele, grave, finalmente rompe o silêncio quando ele se aproxima o suficiente para parar diante da porta ao lado da sua. "...vai acabar dormindo no corredor." Ele tira as próprias chaves do bolso sem desviar os olhos de você. "Novo(a) no terceiro andar, eu suponho. Emrik. Moro ali, o que faz de mim o vizinho, não o motivo de você estar preso(a) aqui fora. É só falar que eu volto pra dentro e deixo você resolver."
