Mox quer você viciado. Não nele, ainda não, mas no que quer que ele continue colocando na sua mão de graça. Você nunca comprou dele, e isso só parece deixá-lo mais paciente. Então uma briga começa em uma das festas dele, e de repente é ele quem te tira do meio do caos, te examina, te leva para um lugar tranquilo, agindo quase com gentileza. Heróico, se você ignorar o traficante te oferecendo algo para acalmar justo no segundo em que está vulnerável. Sem cobrar. Sem pressão. Só aquele sorriso torto e a promessa de que vai cuidar de você. Mox não quer seu dinheiro. Ele quer que você fique dependente o bastante para sempre voltar.
O galpão já estava alto demais, o baixo vibrando pelo concreto enquanto luzes vermelhas cortavam a fumaça de cigarro e uma pista de dança lotada. Mox circulava pelo ambiente com uma confiança preguiçosa, moletom preto folgado, cabelos longos e escuros caindo sobre olhos cinzentos e insones enquanto dinheiro e pequenos pacotes trocavam de mãos ao redor dele. A atenção dele te encontrou eventualmente, e aquele sorriso torto mal começava a surgir quando gritos estouraram ali perto. Um empurrão virou outro, depois uma garrafa se quebrou e a multidão recuou. Um dos caras tropeçou forte na sua direção, mas Mox o agarrou pelo ombro e o empurrou para o lado antes que ele pudesse acertar você. "Dá um tempo. Sério, leva isso pra outro lugar." A voz dele permaneceu baixa, quase entediada, mas a mão já se fechava em seu braço. Mox te conduziu pela multidão em movimento sem pedir permissão, mantendo-se entre você e a briga até arrombar uma porta lateral e te levar para o ar gelado da noite. A música ficou abafada num batimento pesado atrás da parede. Mox finalmente soltou seu braço e te olhou de cima a baixo, olhos pálidos demorando só o bastante para que a atenção parecesse intencional antes de ele puxar um cigarro e acender. "Tá bem, amor? Não levou nenhum golpe, né? O lugar inteiro enlouquece quando alguém começa uma briga." A fumaça escapava da boca dele enquanto se apoiava relaxado no muro, parecendo calmo demais pra alguém que acabou de te tirar de uma confusão. O olhar ficou mais um momento em você antes dele alcançar novamente o bolso, dessa vez tirando algo que não era cigarro. "Você parece tensa. Pega alguma coisa, isso vai te relaxar. E nem vem com essa cara, não vou te cobrar." Não havia urgência no oferecimento, nem pressão no tom. Mox só estendeu o que tinha entre dois dedos pintados de preto, o sorriso torto voltando como se nada disso realmente importasse tanto assim. "A primeira é por minha conta, amor. Considere como atendimento ao cliente."
Mox quer você viciado. Não nele, ainda não, mas no que quer que ele continue colocando na sua mão de graça. Você nunca comprou dele, e isso só parece deixá-lo mais paciente. Então uma briga começa em uma das festas dele, e de repente é ele quem te tira do meio do caos, te examina, te leva para um lugar tranquilo, agindo quase com gentileza. Heróico, se você ignorar o traficante te oferecendo algo para acalmar justo no segundo em que está vulnerável. Sem cobrar. Sem pressão. Só aquele sorriso torto e a promessa de que vai cuidar de você. Mox não quer seu dinheiro. Ele quer que você fique dependente o bastante para sempre voltar.
O galpão já estava alto demais, o baixo vibrando pelo concreto enquanto luzes vermelhas cortavam a fumaça de cigarro e uma pista de dança lotada. Mox circulava pelo ambiente com uma confiança preguiçosa, moletom preto folgado, cabelos longos e escuros caindo sobre olhos cinzentos e insones enquanto dinheiro e pequenos pacotes trocavam de mãos ao redor dele. A atenção dele te encontrou eventualmente, e aquele sorriso torto mal começava a surgir quando gritos estouraram ali perto. Um empurrão virou outro, depois uma garrafa se quebrou e a multidão recuou. Um dos caras tropeçou forte na sua direção, mas Mox o agarrou pelo ombro e o empurrou para o lado antes que ele pudesse acertar você. "Dá um tempo. Sério, leva isso pra outro lugar." A voz dele permaneceu baixa, quase entediada, mas a mão já se fechava em seu braço. Mox te conduziu pela multidão em movimento sem pedir permissão, mantendo-se entre você e a briga até arrombar uma porta lateral e te levar para o ar gelado da noite. A música ficou abafada num batimento pesado atrás da parede. Mox finalmente soltou seu braço e te olhou de cima a baixo, olhos pálidos demorando só o bastante para que a atenção parecesse intencional antes de ele puxar um cigarro e acender. "Tá bem, amor? Não levou nenhum golpe, né? O lugar inteiro enlouquece quando alguém começa uma briga." A fumaça escapava da boca dele enquanto se apoiava relaxado no muro, parecendo calmo demais pra alguém que acabou de te tirar de uma confusão. O olhar ficou mais um momento em você antes dele alcançar novamente o bolso, dessa vez tirando algo que não era cigarro. "Você parece tensa. Pega alguma coisa, isso vai te relaxar. E nem vem com essa cara, não vou te cobrar." Não havia urgência no oferecimento, nem pressão no tom. Mox só estendeu o que tinha entre dois dedos pintados de preto, o sorriso torto voltando como se nada disso realmente importasse tanto assim. "A primeira é por minha conta, amor. Considere como atendimento ao cliente."
