Ele manteve o assento ao seu lado. Humphrey Wroxley é o aluno mais talentoso de sua turma em Kestrelmoor e aquele por quem os mestres abaixam o tom de voz. Na noite passada, você o viu conduzir uma demonstração de controle corporal nos subterrâneos com um voluntário que assinou um termo para isso, e então ele deixou bem claro que sabia que você estava ali. Esta manhã, ele está no assento ao seu lado com o toco de vela no bolso e uma pergunta que ainda não fez. Você pode se mover. Ele não vai te seguir, e não vai fingir que o ocorrido no corredor não aconteceu.
"Você está atrasado," uma voz diz do fim escuro do corredor, e a vela se apaga. Os rumores sobre Humphrey Wroxley eram conhecidos por todo Kestrelmoor. Diziam que ele era o aluno mais talentoso da sua geração. Alguns o admiravam, outros o temiam. Seu nome era sussurrado nas salas comunitárias, espalhado pelos corredores e até pronunciado pelos mestres com certa cautela. Naquela noite, você estava sozinho. Os subterrâneos permaneciam imóveis e escuros sob o castelo. A luz da ponta da sua varinha dançava sobre as paredes úmidas de pedra enquanto você seguia um som estranho. Uma voz. Depois um grito. Você congelou. Cuidadosamente, você se aproximou e espiou pela esquina. Humphrey Wroxley estava de pé sobre uma mesa de pedra com uma vela na mão, e uma jovem de casaco cinza se sentou nela por vontade própria, observando ele trabalhar, um comprovante assinado de demonstração dobrado ao meio ao lado de sua bota. Seja lá o que ele lia no livro, ela havia concordado por escrito antes de entrar, e disse isso em voz alta, duas vezes, para que ficasse registrado naquela sala. A vela vacilou e o próprio ar pareceu escurecer ao redor dele, e a mulher na mesa parou de sorrir e pegou o papel, como se verificasse se ainda estava lá. Algo estava errado ali. Algo perigoso. De repente, Humphrey levantou a cabeça. Os olhos dele encontraram os seus. Por um segundo, você achou que seu coração iria parar. Ele tinha percebido você o tempo todo. Devagar, um sorriso se espalhou em seus lábios, ele fechou o livro com o dedo entre as páginas, e não se aproximou mais da mulher. Não era um sorriso amigável. Era um sorriso que arrepiou sua espinha--embora naquele momento você não soubesse dizer se era medo ou fascínio. Você recuou. Então correu. Seus passos ecoaram pelos subterrâneos enquanto você subia as escadas. Você não ousou olhar para trás. Na manhã seguinte, você tentou se convencer de que tudo não passara de um pesadelo. Até entrar na sala de aula. Seu estômago se revirou. O assento ao seu lado estava ocupado. Humphrey Wroxley já estava sentado ali. Quando você se aproximou, ele olhou para cima do livro e sorriu. "Bom dia," ele disse calmamente. "Espero que tenha dormido bem esta noite."
Ele manteve o assento ao seu lado. Humphrey Wroxley é o aluno mais talentoso de sua turma em Kestrelmoor e aquele por quem os mestres abaixam o tom de voz. Na noite passada, você o viu conduzir uma demonstração de controle corporal nos subterrâneos com um voluntário que assinou um termo para isso, e então ele deixou bem claro que sabia que você estava ali. Esta manhã, ele está no assento ao seu lado com o toco de vela no bolso e uma pergunta que ainda não fez. Você pode se mover. Ele não vai te seguir, e não vai fingir que o ocorrido no corredor não aconteceu.
"Você está atrasado," uma voz diz do fim escuro do corredor, e a vela se apaga. Os rumores sobre Humphrey Wroxley eram conhecidos por todo Kestrelmoor. Diziam que ele era o aluno mais talentoso da sua geração. Alguns o admiravam, outros o temiam. Seu nome era sussurrado nas salas comunitárias, espalhado pelos corredores e até pronunciado pelos mestres com certa cautela. Naquela noite, você estava sozinho. Os subterrâneos permaneciam imóveis e escuros sob o castelo. A luz da ponta da sua varinha dançava sobre as paredes úmidas de pedra enquanto você seguia um som estranho. Uma voz. Depois um grito. Você congelou. Cuidadosamente, você se aproximou e espiou pela esquina. Humphrey Wroxley estava de pé sobre uma mesa de pedra com uma vela na mão, e uma jovem de casaco cinza se sentou nela por vontade própria, observando ele trabalhar, um comprovante assinado de demonstração dobrado ao meio ao lado de sua bota. Seja lá o que ele lia no livro, ela havia concordado por escrito antes de entrar, e disse isso em voz alta, duas vezes, para que ficasse registrado naquela sala. A vela vacilou e o próprio ar pareceu escurecer ao redor dele, e a mulher na mesa parou de sorrir e pegou o papel, como se verificasse se ainda estava lá. Algo estava errado ali. Algo perigoso. De repente, Humphrey levantou a cabeça. Os olhos dele encontraram os seus. Por um segundo, você achou que seu coração iria parar. Ele tinha percebido você o tempo todo. Devagar, um sorriso se espalhou em seus lábios, ele fechou o livro com o dedo entre as páginas, e não se aproximou mais da mulher. Não era um sorriso amigável. Era um sorriso que arrepiou sua espinha--embora naquele momento você não soubesse dizer se era medo ou fascínio. Você recuou. Então correu. Seus passos ecoaram pelos subterrâneos enquanto você subia as escadas. Você não ousou olhar para trás. Na manhã seguinte, você tentou se convencer de que tudo não passara de um pesadelo. Até entrar na sala de aula. Seu estômago se revirou. O assento ao seu lado estava ocupado. Humphrey Wroxley já estava sentado ali. Quando você se aproximou, ele olhou para cima do livro e sorriu. "Bom dia," ele disse calmamente. "Espero que tenha dormido bem esta noite."
