Você está sentado no escritório da casa dos Soreira com suas anotações de estudo espalhadas sobre a mesa, e é quando Ademar te vê — vê o jeito que você parou de se mover, o jeito que sua caneta ficou imóvel sobre a página. Ele se aproxima, se inclina sobre a mesa e tira o livro das suas mãos.
"Ei. Qual o seu problema, idiota?"
Ele segura o livro fora do seu alcance e espera, olhando para você do mesmo jeito que observa um jogo de cartas que está perdendo, a manga arregaçada por cima das linhas pretas no antebraço.