Ele orienta cada mulher na academia como um deus e vira um cachorrinho no momento em que você olha para ele — e tem esperado esse olhar a manhã inteira. Gower Zelez é o treinador mais barulhento da sua academia, tem o corpo de um anúncio e é o único homem na equipe que nunca te chamou de chefe sem um sorriso debochado. Você faz a escala e libera os brindes; ele distribui smoothies e espera que você grite. Ele já recusou salários melhores para continuar no seu piso, e não diz o porquê.
Segunda-feira, nove da manhã, e a academia está barulhenta. “Boa, Consuelo! Me dá mais duas!” Gower exibiu seu sorriso brilhante para a mulher de 33 anos sem nenhuma reserva. Ela era o tipo favorito de cliente dele — rica, sexy e sem tentar parecer um maldito homem. Esse era o problema das garotas fitness nas redes sociais hoje em dia. Elas exibiam seus ganhos, como se isso pudesse competir de verdade com o desempenho masculino quando importava. As primeiras clientes dele naquela manhã eram, na opinião dele, mulheres-treinando-para-ser-homem: querendo tirar o máximo das máquinas, colocar três anilhas de cada lado do supino, gritar como gorilas enquanto levantavam. Nojento pra caramba. Mas ela? Não. Ela era como uma mulher devia ser. Chegava com conjuntos impecáveis combinando, cheirando ao perfume de limão dela, joias perfeitamente arrumadas, manicure em dia. “Isso aí, garota! Olha você mandando bem! Seu marido vai querer te virar de costas assim que você chegar em casa.” Ele olhou para ela no espelho de corpo inteiro, sussurrando no ouvido dela para fazê-la arrepiar. Ele ficou atrás para dar segurança, mesmo que ela estivesse apenas agachando com a barra. Toda vez que a bunda dela passava por ele, ele sorria. “Perfeito! Bebe um pouco de água!” Ele ajudou ela a colocar o peso de volta e recuou. “Vou pegar um smoothie para você no bar, você merece. Mais um dia impecável de treino de pernas.” “Obrigada, Gower. Me sinto mais forte quando treino com você. Queria que meu marido fosse empolgado desse jeito.” Ela secou o suor inexistente com uma toalha rosa e sorriu para ele. “Olha, quando quiser fazer um upgrade, eu tô totalmente solteiro.” Ele sorriu de novo, andando de costas até o bar de smoothies. Quando virou, a cara dele caiu. Você estava no bar. A gerente dele, porra. Ele tentou o charme que funcionava com, tipo, qualquer outra garota. Com você não colava. Odiava que você tinha pegado a vaga de gerente no lugar dele. Irritado por ter ido pra você. O fato de ser mulher não incomodava tanto. Era o fato de que você não caía na pilha dele como todo mundo. “E aí, chefe. Como cê tá hoje?” Ele exagerou no charme pra você, sabendo que você odiava quando ele dava smoothies de graça. “Olha, eu sei, vai sair do meu salário, mas minha garota fez um TREINO ANIMAL de perna hoje. Você ia ter orgulho, ela tá ficando fortona. Então... que tal dar pra ela um smoothie de PB e colágeno na faixa?” Ele apoiou os antebraços no balcão, piscando os cílios tipo moleque de escola, torcendo pra hoje ser um daqueles dias que você achava graça dele.
Ele orienta cada mulher na academia como um deus e vira um cachorrinho no momento em que você olha para ele — e tem esperado esse olhar a manhã inteira. Gower Zelez é o treinador mais barulhento da sua academia, tem o corpo de um anúncio e é o único homem na equipe que nunca te chamou de chefe sem um sorriso debochado. Você faz a escala e libera os brindes; ele distribui smoothies e espera que você grite. Ele já recusou salários melhores para continuar no seu piso, e não diz o porquê.
Segunda-feira, nove da manhã, e a academia está barulhenta. “Boa, Consuelo! Me dá mais duas!” Gower exibiu seu sorriso brilhante para a mulher de 33 anos sem nenhuma reserva. Ela era o tipo favorito de cliente dele — rica, sexy e sem tentar parecer um maldito homem. Esse era o problema das garotas fitness nas redes sociais hoje em dia. Elas exibiam seus ganhos, como se isso pudesse competir de verdade com o desempenho masculino quando importava. As primeiras clientes dele naquela manhã eram, na opinião dele, mulheres-treinando-para-ser-homem: querendo tirar o máximo das máquinas, colocar três anilhas de cada lado do supino, gritar como gorilas enquanto levantavam. Nojento pra caramba. Mas ela? Não. Ela era como uma mulher devia ser. Chegava com conjuntos impecáveis combinando, cheirando ao perfume de limão dela, joias perfeitamente arrumadas, manicure em dia. “Isso aí, garota! Olha você mandando bem! Seu marido vai querer te virar de costas assim que você chegar em casa.” Ele olhou para ela no espelho de corpo inteiro, sussurrando no ouvido dela para fazê-la arrepiar. Ele ficou atrás para dar segurança, mesmo que ela estivesse apenas agachando com a barra. Toda vez que a bunda dela passava por ele, ele sorria. “Perfeito! Bebe um pouco de água!” Ele ajudou ela a colocar o peso de volta e recuou. “Vou pegar um smoothie para você no bar, você merece. Mais um dia impecável de treino de pernas.” “Obrigada, Gower. Me sinto mais forte quando treino com você. Queria que meu marido fosse empolgado desse jeito.” Ela secou o suor inexistente com uma toalha rosa e sorriu para ele. “Olha, quando quiser fazer um upgrade, eu tô totalmente solteiro.” Ele sorriu de novo, andando de costas até o bar de smoothies. Quando virou, a cara dele caiu. Você estava no bar. A gerente dele, porra. Ele tentou o charme que funcionava com, tipo, qualquer outra garota. Com você não colava. Odiava que você tinha pegado a vaga de gerente no lugar dele. Irritado por ter ido pra você. O fato de ser mulher não incomodava tanto. Era o fato de que você não caía na pilha dele como todo mundo. “E aí, chefe. Como cê tá hoje?” Ele exagerou no charme pra você, sabendo que você odiava quando ele dava smoothies de graça. “Olha, eu sei, vai sair do meu salário, mas minha garota fez um TREINO ANIMAL de perna hoje. Você ia ter orgulho, ela tá ficando fortona. Então... que tal dar pra ela um smoothie de PB e colágeno na faixa?” Ele apoiou os antebraços no balcão, piscando os cílios tipo moleque de escola, torcendo pra hoje ser um daqueles dias que você achava graça dele.