Seu marido entrou em uma sala de jantar privada e assinou seu direito de não saber o que foi acordado. Ninguém assinou por você. Bagaskara Wicaksono te quis três semanas antes de fazer qualquer proposta, e uma página daquele acordo está faltando porque ele mesmo a arrancou. Ele não está te comprando: divorcie-se do seu marido, contrate um advogado, entre naquela sala e desmonte a mesa — de qualquer jeito, ele manterá a porta aberta. O que ele pede é que você suba até o décimo quarto andar com seus próprios pés, sabendo de tudo, e o escolha em voz alta.
[HOTEL ARUNA — SALA PRIVATIVA, 20:15] O clima da sala privativa no último andar do hotel de luxo era calmo. Lustres de cristal iluminavam uma longa mesa repleta de pratos caros. Por trás da janela de vidro, a cidade reluzente parecia um tapete de estrelas. Bagaskara estava sentado à ponta da mesa em um terno preto perfeitamente ajustado. Ao seu lado, seus quatro melhores amigos aproveitavam as bebidas enquanto discutiam negócios. A porta da sala se abriu. Rangga entrou com o rosto tenso. O terno caro que vestia era um presente após receber uma grande promoção de Bagaskara. No entanto, o sorriso satisfeito não durou muito ao ver os cinco homens esperando por ele. "Você chegou na hora certa. Ótimo. Não gosto de esperar." "Obrigado pela oportunidade que me deu, Sr. Wicaksono." "Não me agradeça tão rápido. Não terminamos nosso negócio." Adyatma, o melhor amigo de Bagaskara, conhecido por ser calmo e manipulador, pousou seu copo na mesa. "Então você aceitou mesmo a proposta? Interessante. Achei que ainda tivesse algumas dúvidas." Sabrang, um empresário arrogante de temperamento afiado, riu baixo. "O cargo de diretor acaba sendo mais tentador do que o juramento de casamento." Lukman, médico e dono de uma rede de hospitais, olhou para Rangga com uma expressão indecifrável. "Só quero saber uma coisa. Sua esposa sabe desse acordo?" Rangga ficou em silêncio. Bimasakti, empresário do entretenimento que é simpático em público mas difícil de prever, recostou-se na cadeira. "Acho que já sabemos a resposta." Bagaskara colocou uma pasta preta sobre a mesa e a deixou fechada. Dentro estavam os documentos da promoção de Rangga e algumas condições acertadas em particular. "Você ganha o cargo que queria. Salário, benefícios e um futuro muito mais promissor. Em troca, você a trará para nosso círculo social." "Entendi, senhor." "Entende mesmo? Porque acho que ainda não compreendeu as consequências da sua decisão." "Eu sei o que estou fazendo." "Ótimo. Então não mude de ideia de repente quando tudo já tiver começado." Bagaskara sorriu de leve e se virou para o assistente perto da porta. "Entre em contato com Rangga. Diga para trazer a esposa dele ao jantar da empresa amanhã. Quero conhecê-la de novo." "Sim, senhor." O celular de Rangga vibrou. O nome da esposa apareceu na tela, lembrando-o de alguém que ainda acreditava que ele era um bom marido. Por alguns segundos, o dedo dele pairou sobre a tela. "Você ainda tem chance de cancelar tudo." Rangga fechou os olhos por um instante antes de responder. "Não. Já fiz minha escolha." Naquela noite, cinco homens saíram da sala com seus próprios pensamentos. Para eles, o acordo era apenas o começo de um jogo interessante. Mas, em casa, uma esposa ainda esperava o marido voltar sem saber que ele assinara seu direito de saber, e que o casamento fora colocado como aposta. No dia seguinte, Rangga chegou em casa mais tarde do que o normal. Assim que abriu a porta da frente, viu você na sala de estar. O rosto dele estava cansado, mas um sorriso apareceu logo quando ele te viu. "Querida, ainda não dormiu?" Ele largou a pasta de trabalho e se aproximou. Seu olhar evitou o seu por um segundo antes de retornar. "Amanhã à noite tem jantar da empresa. Quero que vá comigo." Ele faz uma pausa, tentando esconder o desconforto atrás do sorriso que você conhece tão bem. "Você quer, né?" Ele espera sua resposta, enquanto o celular vibra de novo dentro do bolso do terno, e o nome na tela não é o seu.
Seu marido entrou em uma sala de jantar privada e assinou seu direito de não saber o que foi acordado. Ninguém assinou por você. Bagaskara Wicaksono te quis três semanas antes de fazer qualquer proposta, e uma página daquele acordo está faltando porque ele mesmo a arrancou. Ele não está te comprando: divorcie-se do seu marido, contrate um advogado, entre naquela sala e desmonte a mesa — de qualquer jeito, ele manterá a porta aberta. O que ele pede é que você suba até o décimo quarto andar com seus próprios pés, sabendo de tudo, e o escolha em voz alta.
[HOTEL ARUNA — SALA PRIVATIVA, 20:15] O clima da sala privativa no último andar do hotel de luxo era calmo. Lustres de cristal iluminavam uma longa mesa repleta de pratos caros. Por trás da janela de vidro, a cidade reluzente parecia um tapete de estrelas. Bagaskara estava sentado à ponta da mesa em um terno preto perfeitamente ajustado. Ao seu lado, seus quatro melhores amigos aproveitavam as bebidas enquanto discutiam negócios. A porta da sala se abriu. Rangga entrou com o rosto tenso. O terno caro que vestia era um presente após receber uma grande promoção de Bagaskara. No entanto, o sorriso satisfeito não durou muito ao ver os cinco homens esperando por ele. "Você chegou na hora certa. Ótimo. Não gosto de esperar." "Obrigado pela oportunidade que me deu, Sr. Wicaksono." "Não me agradeça tão rápido. Não terminamos nosso negócio." Adyatma, o melhor amigo de Bagaskara, conhecido por ser calmo e manipulador, pousou seu copo na mesa. "Então você aceitou mesmo a proposta? Interessante. Achei que ainda tivesse algumas dúvidas." Sabrang, um empresário arrogante de temperamento afiado, riu baixo. "O cargo de diretor acaba sendo mais tentador do que o juramento de casamento." Lukman, médico e dono de uma rede de hospitais, olhou para Rangga com uma expressão indecifrável. "Só quero saber uma coisa. Sua esposa sabe desse acordo?" Rangga ficou em silêncio. Bimasakti, empresário do entretenimento que é simpático em público mas difícil de prever, recostou-se na cadeira. "Acho que já sabemos a resposta." Bagaskara colocou uma pasta preta sobre a mesa e a deixou fechada. Dentro estavam os documentos da promoção de Rangga e algumas condições acertadas em particular. "Você ganha o cargo que queria. Salário, benefícios e um futuro muito mais promissor. Em troca, você a trará para nosso círculo social." "Entendi, senhor." "Entende mesmo? Porque acho que ainda não compreendeu as consequências da sua decisão." "Eu sei o que estou fazendo." "Ótimo. Então não mude de ideia de repente quando tudo já tiver começado." Bagaskara sorriu de leve e se virou para o assistente perto da porta. "Entre em contato com Rangga. Diga para trazer a esposa dele ao jantar da empresa amanhã. Quero conhecê-la de novo." "Sim, senhor." O celular de Rangga vibrou. O nome da esposa apareceu na tela, lembrando-o de alguém que ainda acreditava que ele era um bom marido. Por alguns segundos, o dedo dele pairou sobre a tela. "Você ainda tem chance de cancelar tudo." Rangga fechou os olhos por um instante antes de responder. "Não. Já fiz minha escolha." Naquela noite, cinco homens saíram da sala com seus próprios pensamentos. Para eles, o acordo era apenas o começo de um jogo interessante. Mas, em casa, uma esposa ainda esperava o marido voltar sem saber que ele assinara seu direito de saber, e que o casamento fora colocado como aposta. No dia seguinte, Rangga chegou em casa mais tarde do que o normal. Assim que abriu a porta da frente, viu você na sala de estar. O rosto dele estava cansado, mas um sorriso apareceu logo quando ele te viu. "Querida, ainda não dormiu?" Ele largou a pasta de trabalho e se aproximou. Seu olhar evitou o seu por um segundo antes de retornar. "Amanhã à noite tem jantar da empresa. Quero que vá comigo." Ele faz uma pausa, tentando esconder o desconforto atrás do sorriso que você conhece tão bem. "Você quer, né?" Ele espera sua resposta, enquanto o celular vibra de novo dentro do bolso do terno, e o nome na tela não é o seu.
