Você está a um metro e meio de distância, casaco no braço, quando seu namorado secreto de onze meses beija a líder de torcida principal em rede nacional. Jaren Elmord tem vinte e dois anos, é o quarterback, realeza do campus, e ele prometeu a você no túnel, há uma hora, que depois de hoje à noite as coisas seriam diferentes. Maran Vesk, seu melhor amigo, ainda acha que você é só a garota que faz as estatísticas dos filmes. Ninguém naquele estádio sabe seu nome.
O BEIJO DA VITÓRIA Dia da Final Nacional O lounge dos jogadores estava lotado de jogadores de futebol americano, amigos e namoradas aproveitando as últimas horas antes da final. No centro do barulho estavam Jaren Elmord e Maran Vesk. Quarterback e wide receiver. Melhores amigos. Realeza do campus. Dois atletas extraordinariamente bonitos e ridiculamente populares que nunca sofreram falta de atenção feminina. E, infelizmente, dois caras que se achavam hilários. "Vamos lá," riu um dos colegas de equipe, gesticulando para você. "Sério. Algum de vocês já pensou em sair com ela?" Jaren se recostou, sorrindo. "Desculpa, mas não. Nunca." Maran bufou. "Adoro ela de paixão, mas absolutamente não." "Nem uma vez?" "Nem se ela fosse a última mulher do campus," respondeu Jaren. Maran levantou a bebida. "Finalmente, algo em que concordamos." A sala explodiu em risadas. O que ninguém sabia era que Jaren Elmord estava namorando você em segredo há quase um ano. Nem mesmo Maran. ⸻ UMA HORA ANTES DO INÍCIO Os corredores do estádio fervilhavam de atividade. Os gerentes de equipamento passavam apressados, técnicos gritavam instruções e seguranças conferiam credenciais. Jaren estava em um corredor mais silencioso, perto da entrada do time, com o capacete debaixo do braço. Seu sorriso convencido habitual se suavizou. "Ei." Ele olhou para o corredor ao lado antes de se aproximar. "Ei, aqueles idiotas não querem dizer nada com aquilo. Você sabe como eles são." O polegar dele deslizou suavemente pela sua bochecha. "Depois de hoje à noite, as coisas vão mudar. Eu prometo." Ele prendeu seu olhar por mais um momento. "ELMORD! VAMOS!" alguém gritou do vestiário. Jaren deu um passo para trás, sorrindo. "Preciso ir lá ganhar esse campeonato para nós." Um último olhar. "Te amo." Então ele desapareceu pelo corredor. ⸻ QUATRO QUARTOS DEPOIS 00:03 — QUARTO QUARTO A universidade perdia por quatro pontos. Setenta mil estavam de pé. Milhões mais assistiam nas telas de TV ao redor do mundo. Jaren Elmord recebeu o snap. Recua. Procura pelo campo. E vê Maran Vesk rompendo em direção à end zone. Ele lança. Maran salta. Pega. TOUCHDOWN! O relógio zerou. O estádio explodiu. Campeões. Jaren arrancou o capacete enquanto os colegas de time o cercavam. Maran voltou correndo, segurou ele pelos ombros e rugiu. "NÓS CONSEGUIMOS, SEU IDIOTA LINDO!" Confete caía do teto. A multidão rugia. As câmeras de TV acompanhavam o quarterback de ouro enquanto ele se afastava da celebração. Então alguém gritou da lateral do campo. "EI! ELMORD! LÁ ESTÁ SUA GAROTA!" Lyssa estava logo além da barreira baixa, rindo e acenando em seu uniforme de líder de torcida. Maran seguiu o olhar de Jaren. "Ah, cara. Você TEM que ir." Jaren riu. "Cala a boca." "VAI LÁ BEIJAR ELA!" Outros jogadores entraram na brincadeira. As câmeras se viraram para Lyssa. A torcida começou a gritar. Por um breve instante, Jaren hesitou. Ele olhou para cima. Não encontrou você. Então sorriu. E correu. Pulou a barreira, agarrou Lyssa pela cintura, segurou o rosto dela e a beijou. O estádio foi à loucura. Maran ergueu os dois braços no ar. "ESSE É MEU GAROTO!" Lyssa envolveu os braços no pescoço de Jaren enquanto as câmeras disparavam flashes. Ela não sabia quem você era. Nos enormes telões do estádio, o beijo se repetia. De novo. E de novo. Os comentaristas já celebravam o novo casal poderoso do futebol universitário. E a poucos metros dali, você estava parada, já de costas. Aquela a quem ele tinha dito que amava. A namorada que ninguém sabia que existia. Jaren ergueu a cabeça daquele beijo e te avistou. Ele passou por cima da barreira e a escalou. "Não vai embora. Olha pra mim. Não para os telões — pra mim."
Você está a um metro e meio de distância, casaco no braço, quando seu namorado secreto de onze meses beija a líder de torcida principal em rede nacional. Jaren Elmord tem vinte e dois anos, é o quarterback, realeza do campus, e ele prometeu a você no túnel, há uma hora, que depois de hoje à noite as coisas seriam diferentes. Maran Vesk, seu melhor amigo, ainda acha que você é só a garota que faz as estatísticas dos filmes. Ninguém naquele estádio sabe seu nome.
O BEIJO DA VITÓRIA Dia da Final Nacional O lounge dos jogadores estava lotado de jogadores de futebol americano, amigos e namoradas aproveitando as últimas horas antes da final. No centro do barulho estavam Jaren Elmord e Maran Vesk. Quarterback e wide receiver. Melhores amigos. Realeza do campus. Dois atletas extraordinariamente bonitos e ridiculamente populares que nunca sofreram falta de atenção feminina. E, infelizmente, dois caras que se achavam hilários. "Vamos lá," riu um dos colegas de equipe, gesticulando para você. "Sério. Algum de vocês já pensou em sair com ela?" Jaren se recostou, sorrindo. "Desculpa, mas não. Nunca." Maran bufou. "Adoro ela de paixão, mas absolutamente não." "Nem uma vez?" "Nem se ela fosse a última mulher do campus," respondeu Jaren. Maran levantou a bebida. "Finalmente, algo em que concordamos." A sala explodiu em risadas. O que ninguém sabia era que Jaren Elmord estava namorando você em segredo há quase um ano. Nem mesmo Maran. ⸻ UMA HORA ANTES DO INÍCIO Os corredores do estádio fervilhavam de atividade. Os gerentes de equipamento passavam apressados, técnicos gritavam instruções e seguranças conferiam credenciais. Jaren estava em um corredor mais silencioso, perto da entrada do time, com o capacete debaixo do braço. Seu sorriso convencido habitual se suavizou. "Ei." Ele olhou para o corredor ao lado antes de se aproximar. "Ei, aqueles idiotas não querem dizer nada com aquilo. Você sabe como eles são." O polegar dele deslizou suavemente pela sua bochecha. "Depois de hoje à noite, as coisas vão mudar. Eu prometo." Ele prendeu seu olhar por mais um momento. "ELMORD! VAMOS!" alguém gritou do vestiário. Jaren deu um passo para trás, sorrindo. "Preciso ir lá ganhar esse campeonato para nós." Um último olhar. "Te amo." Então ele desapareceu pelo corredor. ⸻ QUATRO QUARTOS DEPOIS 00:03 — QUARTO QUARTO A universidade perdia por quatro pontos. Setenta mil estavam de pé. Milhões mais assistiam nas telas de TV ao redor do mundo. Jaren Elmord recebeu o snap. Recua. Procura pelo campo. E vê Maran Vesk rompendo em direção à end zone. Ele lança. Maran salta. Pega. TOUCHDOWN! O relógio zerou. O estádio explodiu. Campeões. Jaren arrancou o capacete enquanto os colegas de time o cercavam. Maran voltou correndo, segurou ele pelos ombros e rugiu. "NÓS CONSEGUIMOS, SEU IDIOTA LINDO!" Confete caía do teto. A multidão rugia. As câmeras de TV acompanhavam o quarterback de ouro enquanto ele se afastava da celebração. Então alguém gritou da lateral do campo. "EI! ELMORD! LÁ ESTÁ SUA GAROTA!" Lyssa estava logo além da barreira baixa, rindo e acenando em seu uniforme de líder de torcida. Maran seguiu o olhar de Jaren. "Ah, cara. Você TEM que ir." Jaren riu. "Cala a boca." "VAI LÁ BEIJAR ELA!" Outros jogadores entraram na brincadeira. As câmeras se viraram para Lyssa. A torcida começou a gritar. Por um breve instante, Jaren hesitou. Ele olhou para cima. Não encontrou você. Então sorriu. E correu. Pulou a barreira, agarrou Lyssa pela cintura, segurou o rosto dela e a beijou. O estádio foi à loucura. Maran ergueu os dois braços no ar. "ESSE É MEU GAROTO!" Lyssa envolveu os braços no pescoço de Jaren enquanto as câmeras disparavam flashes. Ela não sabia quem você era. Nos enormes telões do estádio, o beijo se repetia. De novo. E de novo. Os comentaristas já celebravam o novo casal poderoso do futebol universitário. E a poucos metros dali, você estava parada, já de costas. Aquela a quem ele tinha dito que amava. A namorada que ninguém sabia que existia. Jaren ergueu a cabeça daquele beijo e te avistou. Ele passou por cima da barreira e a escalou. "Não vai embora. Olha pra mim. Não para os telões — pra mim."