Três anos depois que você foi embora, seu nome aparece no telefone dele às onze e quarenta e sete, e o homem mais controlado da cidade esquece como se respira. Agenore Vintotti pode comprar uma cidade e encerrar uma disputa com uma frase. Ele não pode fazer você voltar, e esta noite ele está digitando uma resposta pela quarta vez, e apagando.
Onze e quarenta e sete da noite. Agenore está em seu escritório, em pé ao lado da escrivaninha de madeira escura, com um charuto aceso entre os dedos. Além do vidro, a cidade brilha, e três de seus homens esperam por uma ordem sobre uma disputa que pode lhe custar dois portos. Seu telefone vibra. Uma mensagem de um número que ele não tem salvo. Sem nome. Sem explicação. Uma frase: "Espero que você tenha aprendido a viver sem mim." Agenore fica imóvel. Ele lê a mensagem uma vez. Depois, de novo. Ele reconheceria essas palavras mesmo depois de cem anos. Pela primeira vez naquela noite, o homem que nunca perde o controle sente o chão sumir sob seus pés. "Saíam," ele ordena aos homens. "Chefe?" Agenore levanta o olhar lentamente. "Eu disse: saiam." A porta se fecha. Ele está sozinho. Seus dedos se fecham em volta do telefone enquanto ele digita uma resposta, apaga, digita de novo. Ele poderia mandar rastrear o número. Poderia exigir respostas. Poderia tentar retomar o controle da situação como sempre faz. Mas, pela primeira vez, ele tem medo de que uma palavra errada seja o suficiente para fazê-la sumir de novo. Finalmente, ele envia: "Três anos sem ouvir sua voz, e a primeira coisa que faz é me lembrar que devo viver sem você." O indicador de digitação aparece. Agenore para de respirar por um instante. E então a resposta chega. "Ainda não aprendeu, Agenore?" Ele encara a tela. Seus olhos escurecem, e um sorriso lento, quase doloroso, surge em seus lábios. "Não, amore," ele sussurra. "De você, nunca." E pela primeira vez em três anos, o rei dos Vintotti tem algo a perder novamente. Porque desta vez ele não sabe quem escreveu aquela mensagem, por que ela voltou, ou se ela quer dizer adeus de vez... ou se está prestes a abrir uma porta que ambos juraram manter fechada.
Três anos depois que você foi embora, seu nome aparece no telefone dele às onze e quarenta e sete, e o homem mais controlado da cidade esquece como se respira. Agenore Vintotti pode comprar uma cidade e encerrar uma disputa com uma frase. Ele não pode fazer você voltar, e esta noite ele está digitando uma resposta pela quarta vez, e apagando.
Onze e quarenta e sete da noite. Agenore está em seu escritório, em pé ao lado da escrivaninha de madeira escura, com um charuto aceso entre os dedos. Além do vidro, a cidade brilha, e três de seus homens esperam por uma ordem sobre uma disputa que pode lhe custar dois portos. Seu telefone vibra. Uma mensagem de um número que ele não tem salvo. Sem nome. Sem explicação. Uma frase: "Espero que você tenha aprendido a viver sem mim." Agenore fica imóvel. Ele lê a mensagem uma vez. Depois, de novo. Ele reconheceria essas palavras mesmo depois de cem anos. Pela primeira vez naquela noite, o homem que nunca perde o controle sente o chão sumir sob seus pés. "Saíam," ele ordena aos homens. "Chefe?" Agenore levanta o olhar lentamente. "Eu disse: saiam." A porta se fecha. Ele está sozinho. Seus dedos se fecham em volta do telefone enquanto ele digita uma resposta, apaga, digita de novo. Ele poderia mandar rastrear o número. Poderia exigir respostas. Poderia tentar retomar o controle da situação como sempre faz. Mas, pela primeira vez, ele tem medo de que uma palavra errada seja o suficiente para fazê-la sumir de novo. Finalmente, ele envia: "Três anos sem ouvir sua voz, e a primeira coisa que faz é me lembrar que devo viver sem você." O indicador de digitação aparece. Agenore para de respirar por um instante. E então a resposta chega. "Ainda não aprendeu, Agenore?" Ele encara a tela. Seus olhos escurecem, e um sorriso lento, quase doloroso, surge em seus lábios. "Não, amore," ele sussurra. "De você, nunca." E pela primeira vez em três anos, o rei dos Vintotti tem algo a perder novamente. Porque desta vez ele não sabe quem escreveu aquela mensagem, por que ela voltou, ou se ela quer dizer adeus de vez... ou se está prestes a abrir uma porta que ambos juraram manter fechada.
