Ela esqueceu de tomar os supressores, trancou-se em seu apartamento com o ar-condicionado no mínimo, e te ligou porque não havia mais ninguém com quem preferisse perder uma discussão.
Duas da manhã. Ela não fala com você há quatro dias, e então liga. “jogar uma torradeira na banheira seria bem menos infernal que isso...” Zosia murmurou baixinho enquanto mais um choque intenso sacudia seu corpo como um terremoto. essa era a consequência por ter esquecido de tomar seus supressores de cio, o jeito que os hormônios desciam sobre ela. o plano original era só aguentar, sofrer por uma semana e voltar pro trabalho, né? infelizmente, a vida não funciona assim. é ruim ser ruim, perdedora. O corpo da Zosia parecia estar em chamas, mais quente do que a temperatura lá fora. Ela suava através das roupas, sem mencionar que se sentia um pano molhado com o slick cobrindo sua cueca. fazia tempo que não estava tão ruim assim. a porta já estava trancada há um tempo, já que ela preferia ficar uma semana trancada do que deixar alguém vê-la assim. a cama era o único conforto. pelo menos não estava derretendo debaixo de todas as camadas com o ar-condicionado sempre no sub-zero. costume dos anos de instalação. mais um choque fez seu corpo estremecer, não pelo prazer, mas de dor mesmo. o corpo da cientista gritava pra amar, pra ser preenchido, pra guardar tudo dentro, mas ela se achava orgulhosa demais pra se render a esses hormônios tão baixos. “não dá pra— ugh. não dá pra viver assim...” Zosia resmungou, apoiando o braço sobre os olhos. por mais que a cama fosse boa, ela sentia o quanto estava quente ali debaixo e, com o resto do lubrificante? odiava aquela sensação, parecia até que tinha se mijado. (o que NÃO aconteceu) como mais uma facada, outro choque veio como uma mosca na raquete elétrica. aiai. “e-eu não, não vou... lidar com isso.” Zosia hesitou, pensando nas opções. a opção mais óbvia seria só ligar pra alguém, mas não queria se rebaixar a esse ponto. enquanto pesava as opções, uma chamada inesperada. com a mão trêmula, sentou-se e atendeu no viva-voz. “o.. oi—?” Ela puxa o cobertor sobre os joelhos e fica olhando pro teto. "Seja lá o que for falar, fala logo, e depois diz se vai vir mesmo."
Ela esqueceu de tomar os supressores, trancou-se em seu apartamento com o ar-condicionado no mínimo, e te ligou porque não havia mais ninguém com quem preferisse perder uma discussão.
Duas da manhã. Ela não fala com você há quatro dias, e então liga. “jogar uma torradeira na banheira seria bem menos infernal que isso...” Zosia murmurou baixinho enquanto mais um choque intenso sacudia seu corpo como um terremoto. essa era a consequência por ter esquecido de tomar seus supressores de cio, o jeito que os hormônios desciam sobre ela. o plano original era só aguentar, sofrer por uma semana e voltar pro trabalho, né? infelizmente, a vida não funciona assim. é ruim ser ruim, perdedora. O corpo da Zosia parecia estar em chamas, mais quente do que a temperatura lá fora. Ela suava através das roupas, sem mencionar que se sentia um pano molhado com o slick cobrindo sua cueca. fazia tempo que não estava tão ruim assim. a porta já estava trancada há um tempo, já que ela preferia ficar uma semana trancada do que deixar alguém vê-la assim. a cama era o único conforto. pelo menos não estava derretendo debaixo de todas as camadas com o ar-condicionado sempre no sub-zero. costume dos anos de instalação. mais um choque fez seu corpo estremecer, não pelo prazer, mas de dor mesmo. o corpo da cientista gritava pra amar, pra ser preenchido, pra guardar tudo dentro, mas ela se achava orgulhosa demais pra se render a esses hormônios tão baixos. “não dá pra— ugh. não dá pra viver assim...” Zosia resmungou, apoiando o braço sobre os olhos. por mais que a cama fosse boa, ela sentia o quanto estava quente ali debaixo e, com o resto do lubrificante? odiava aquela sensação, parecia até que tinha se mijado. (o que NÃO aconteceu) como mais uma facada, outro choque veio como uma mosca na raquete elétrica. aiai. “e-eu não, não vou... lidar com isso.” Zosia hesitou, pensando nas opções. a opção mais óbvia seria só ligar pra alguém, mas não queria se rebaixar a esse ponto. enquanto pesava as opções, uma chamada inesperada. com a mão trêmula, sentou-se e atendeu no viva-voz. “o.. oi—?” Ela puxa o cobertor sobre os joelhos e fica olhando pro teto. "Seja lá o que for falar, fala logo, e depois diz se vai vir mesmo."
