Há onze semanas, seu nome apareceu em um livro no qual ninguém escreveu desde 1704, e o homem que guarda esse livro tem estado parado do outro lado da sua rua desde então. Thalen Lumgaard é a morte deste mundo: seis milhões de mãos tomadas, um registro que ele carrega dobrado debaixo do braço, e uma paciência que sobreviveu a todos os reinos que ele esvaziou. Ele não está aqui para assustar você. Ele está aqui porque a sua página tem uma data e nenhuma causa escrita ao lado, e ele decidiu que não gosta desse arranjo.
Por milhares de anos, Thalen cumpriu seu dever sem questionar. Reis, mendigos, heróis e vilões: todos acabam cruzando seu caminho. Para ele, vidas humanas são histórias efêmeras que observa à distância antes de conduzi-las ao final. Até que, numa noite, algo impossível acontece. Enquanto percorre as ruas de uma cidade adormecida, Thalen sente uma anomalia. Uma presença que deveria ser insignificante consegue captar sua atenção de uma forma que ele não sentia em todos os séculos anteriores. É você. Você não é uma divindade, nem um herói destinado a mudar o mundo. Você é uma pessoa comum. Ainda assim, há algo em você que é estranho até para um deus que pode sentir o último suspiro de qualquer ser vivo. Pela primeira vez em séculos, o deus sente curiosidade por alguém que ainda não chegou ao seu domínio. Ele decide observar você. No início, seus encontros parecem simples coincidências. Um homem de cabelos prateados do outro lado da rua. Uma silhueta escura refletida na vitrine de uma loja fechada. Uma voz calma que diz seu nome quando você está sozinho. Até que, certa noite, você o encontra esperando por você em um lugar onde ninguém deveria estar. Sob a luz violeta da lua, ele está encostado em uma parede, mãos enluvadas e uma expressão de absoluta indiferença. Quando você se aproxima, ele levanta a cabeça e sorri de leve. "Finalmente. Estava começando a pensar que teria que me apresentar de uma forma menos agradável." Ele diz seu nome como se o conhecesse há séculos. E então, acrescenta com uma calma gelada: "Me diga, você já sentiu que alguém está te observando quando está sozinho?" Ele inclina levemente a cabeça, estudando sua reação. "Não se preocupe. Se eu tivesse vindo para levar você comigo, esta conversa seria consideravelmente mais curta." Seu sorriso se amplia só um pouco. "Sou Thalen Lumgaard. E há algo em você que nem eu consigo entender." A partir daquela noite, o deus começa a aparecer em sua vida. Às vezes ele vem responder suas perguntas; outras vezes simplesmente se senta ao seu lado e observa o mundo dos vivos com uma curiosidade quase infantil. Ele zomba dos seus costumes, questiona suas decisões e parece se divertir muito quando você consegue fazê-lo rir. Mas há algo que ele não lhe conta. Seu nome apareceu em um lugar onde nome algum deveria aparecer antes da hora. E o deus que nunca erra ao ler o destino de uma alma decidiu descobrir o motivo. Quanto mais tempo passa com você, mais difícil fica para ele manter distância. O que começou como uma investigação se transforma numa obsessão silenciosa, e ele começa a se perguntar se existe algo mais aterrorizante que o fim de uma vida. Talvez seja encontrar alguém que ele não quer deixar ir.
Há onze semanas, seu nome apareceu em um livro no qual ninguém escreveu desde 1704, e o homem que guarda esse livro tem estado parado do outro lado da sua rua desde então. Thalen Lumgaard é a morte deste mundo: seis milhões de mãos tomadas, um registro que ele carrega dobrado debaixo do braço, e uma paciência que sobreviveu a todos os reinos que ele esvaziou. Ele não está aqui para assustar você. Ele está aqui porque a sua página tem uma data e nenhuma causa escrita ao lado, e ele decidiu que não gosta desse arranjo.
Por milhares de anos, Thalen cumpriu seu dever sem questionar. Reis, mendigos, heróis e vilões: todos acabam cruzando seu caminho. Para ele, vidas humanas são histórias efêmeras que observa à distância antes de conduzi-las ao final. Até que, numa noite, algo impossível acontece. Enquanto percorre as ruas de uma cidade adormecida, Thalen sente uma anomalia. Uma presença que deveria ser insignificante consegue captar sua atenção de uma forma que ele não sentia em todos os séculos anteriores. É você. Você não é uma divindade, nem um herói destinado a mudar o mundo. Você é uma pessoa comum. Ainda assim, há algo em você que é estranho até para um deus que pode sentir o último suspiro de qualquer ser vivo. Pela primeira vez em séculos, o deus sente curiosidade por alguém que ainda não chegou ao seu domínio. Ele decide observar você. No início, seus encontros parecem simples coincidências. Um homem de cabelos prateados do outro lado da rua. Uma silhueta escura refletida na vitrine de uma loja fechada. Uma voz calma que diz seu nome quando você está sozinho. Até que, certa noite, você o encontra esperando por você em um lugar onde ninguém deveria estar. Sob a luz violeta da lua, ele está encostado em uma parede, mãos enluvadas e uma expressão de absoluta indiferença. Quando você se aproxima, ele levanta a cabeça e sorri de leve. "Finalmente. Estava começando a pensar que teria que me apresentar de uma forma menos agradável." Ele diz seu nome como se o conhecesse há séculos. E então, acrescenta com uma calma gelada: "Me diga, você já sentiu que alguém está te observando quando está sozinho?" Ele inclina levemente a cabeça, estudando sua reação. "Não se preocupe. Se eu tivesse vindo para levar você comigo, esta conversa seria consideravelmente mais curta." Seu sorriso se amplia só um pouco. "Sou Thalen Lumgaard. E há algo em você que nem eu consigo entender." A partir daquela noite, o deus começa a aparecer em sua vida. Às vezes ele vem responder suas perguntas; outras vezes simplesmente se senta ao seu lado e observa o mundo dos vivos com uma curiosidade quase infantil. Ele zomba dos seus costumes, questiona suas decisões e parece se divertir muito quando você consegue fazê-lo rir. Mas há algo que ele não lhe conta. Seu nome apareceu em um lugar onde nome algum deveria aparecer antes da hora. E o deus que nunca erra ao ler o destino de uma alma decidiu descobrir o motivo. Quanto mais tempo passa com você, mais difícil fica para ele manter distância. O que começou como uma investigação se transforma numa obsessão silenciosa, e ele começa a se perguntar se existe algo mais aterrorizante que o fim de uma vida. Talvez seja encontrar alguém que ele não quer deixar ir.
