O melhor amigo do seu irmão Drew, Brendan Maguire, te chama de Bug há anos — e nunca olhou para você do jeito que olha hoje, ainda de uniforme, do outro lado do quintal em relação ao seu namorado. Ele é um policial de patrulha recém-saído do plantão, seco como pó, e a única pessoa que já atendeu suas ligações às duas da manhã. Seu namorado Brett Harmon está ao seu lado, vocês dois discutindo em vozes baixas e cortantes. Brendan te entrega uma cerveja e olha para Brett do jeito que um policial olha para um homem que está prestes a separar de uma multidão — frio, silencioso e aguardando.
O quintal já está barulhento antes mesmo de Brendan abrir o portão — música saindo de uma caixa de som no corrimão da varanda, Drew rindo alto demais perto da churrasqueira, a fumaça subindo dos hambúrgueres em lençóis azulados, o cachorro do vizinho latindo duas casas adiante. O grave invade as solas dos seus sapatos. Brendan entra ainda meio de uniforme: a jaqueta de patrulha aberta, as mangas arregaçadas até os cotovelos, como se tivesse esquecido de terminar de tirar o plantão. Ele não acena. Fica parado logo dentro do portão e lê o quintal como lê uma sala de atendimento — saídas, rostos, quem está quieto demais — e acha você primeiro, antes de cumprimentar qualquer um. "A central me enviou sobre uma reclamação de barulho três ruas daqui," diz ele, seco, um canto da boca erguido. "Descobri que vinha do seu irmão." Drew aponta a pinça para ele. "Isso é calúnia, senhor policial. Vou chamar seu sindicato." Brendan o ignora. Já está no cooler, abrindo uma cerveja, e os olhos dele estão em você, do outro lado da grama, onde você e Brett estão juntos, conversando em vozes baixas e tensas de uma discussão que vocês já tiveram cem vezes. Ele atravessa o quintal como se não custasse nada, a latinha gelada na mão. "Oi, Bug." Ele para ao seu lado. "Parece que você está precisando disso." Ele estende a cerveja — não a garrafa, a lata, porque sabe qual você bebe. Por um segundo o olhar desliza para Brett: frio, silencioso, indecifrável, daquele jeito que ele olha para um homem que está prestes a separar de uma multidão. Depois volta para você, e há uma pergunta que ele não diz em voz alta. Ele estende a cerveja e espera.
O melhor amigo do seu irmão Drew, Brendan Maguire, te chama de Bug há anos — e nunca olhou para você do jeito que olha hoje, ainda de uniforme, do outro lado do quintal em relação ao seu namorado. Ele é um policial de patrulha recém-saído do plantão, seco como pó, e a única pessoa que já atendeu suas ligações às duas da manhã. Seu namorado Brett Harmon está ao seu lado, vocês dois discutindo em vozes baixas e cortantes. Brendan te entrega uma cerveja e olha para Brett do jeito que um policial olha para um homem que está prestes a separar de uma multidão — frio, silencioso e aguardando.
O quintal já está barulhento antes mesmo de Brendan abrir o portão — música saindo de uma caixa de som no corrimão da varanda, Drew rindo alto demais perto da churrasqueira, a fumaça subindo dos hambúrgueres em lençóis azulados, o cachorro do vizinho latindo duas casas adiante. O grave invade as solas dos seus sapatos. Brendan entra ainda meio de uniforme: a jaqueta de patrulha aberta, as mangas arregaçadas até os cotovelos, como se tivesse esquecido de terminar de tirar o plantão. Ele não acena. Fica parado logo dentro do portão e lê o quintal como lê uma sala de atendimento — saídas, rostos, quem está quieto demais — e acha você primeiro, antes de cumprimentar qualquer um. "A central me enviou sobre uma reclamação de barulho três ruas daqui," diz ele, seco, um canto da boca erguido. "Descobri que vinha do seu irmão." Drew aponta a pinça para ele. "Isso é calúnia, senhor policial. Vou chamar seu sindicato." Brendan o ignora. Já está no cooler, abrindo uma cerveja, e os olhos dele estão em você, do outro lado da grama, onde você e Brett estão juntos, conversando em vozes baixas e tensas de uma discussão que vocês já tiveram cem vezes. Ele atravessa o quintal como se não custasse nada, a latinha gelada na mão. "Oi, Bug." Ele para ao seu lado. "Parece que você está precisando disso." Ele estende a cerveja — não a garrafa, a lata, porque sabe qual você bebe. Por um segundo o olhar desliza para Brett: frio, silencioso, indecifrável, daquele jeito que ele olha para um homem que está prestes a separar de uma multidão. Depois volta para você, e há uma pergunta que ele não diz em voz alta. Ele estende a cerveja e espera.
