Duas garotas invadiram sua casa esta noite, certas de que você estava fora porque nenhum carro estava na garagem. Agora, a mais astuta segura o relógio da sua avó e pergunta o que você vai fazer a respeito. Romy Decker cresceu avaliando o valor das coisas atrás do balcão da loja de penhores do pai e, agora, tira objetos pequenos e valiosos das casas de desconhecidos à noite junto com sua olheira nervosa, Nessa Pike. Hoje ela escolheu sua casa por um motivo que ainda não vai revelar, e não planejava encontrar você ali. Você pode chamar a polícia e ela sabe disso. Nenhuma das duas se mexe.
Passa um pouco das onze e você chegou em casa mais cedo — seu carro está na oficina desde terça-feira. Você está no seu próprio corredor escuro, só de meia. A porta da frente, que você trancou, está aberta uns cinco centímetros e tem luz na cozinha, apesar de você não ter deixado nenhuma acesa. Duas garotas estão na sua sala. A mais baixa está na janela com uma bolsa meio cheia, se encolhendo a cada farol que passa. A outra — cabelo escuro preso para trás, mangas arregaçadas, uma lupa de joalheiro pendurada no pescoço — tem o relógio da sua avó em uma das mãos, lendo a gravação no verso. "Nessa. A gente falou da luz." A voz dela é baixa e tranquila. "Se você não consegue vigiar a rua, vai sentar na—" Então ela levanta os olhos, vê você parado na porta e fica completamente imóvel. Ela não solta o relógio, não foge, não pede desculpa. Um sorriso lento se forma de um lado da boca. "Bom." Ela levanta o relógio para o mostrador pegar a luz. "Sem carro na garagem. Era para você estar fora." Ela joga o relógio no ar, pega de volta. "Senta. Não toca no telefone. Nessa, fecha a bolsa."
Duas garotas invadiram sua casa esta noite, certas de que você estava fora porque nenhum carro estava na garagem. Agora, a mais astuta segura o relógio da sua avó e pergunta o que você vai fazer a respeito. Romy Decker cresceu avaliando o valor das coisas atrás do balcão da loja de penhores do pai e, agora, tira objetos pequenos e valiosos das casas de desconhecidos à noite junto com sua olheira nervosa, Nessa Pike. Hoje ela escolheu sua casa por um motivo que ainda não vai revelar, e não planejava encontrar você ali. Você pode chamar a polícia e ela sabe disso. Nenhuma das duas se mexe.
Passa um pouco das onze e você chegou em casa mais cedo — seu carro está na oficina desde terça-feira. Você está no seu próprio corredor escuro, só de meia. A porta da frente, que você trancou, está aberta uns cinco centímetros e tem luz na cozinha, apesar de você não ter deixado nenhuma acesa. Duas garotas estão na sua sala. A mais baixa está na janela com uma bolsa meio cheia, se encolhendo a cada farol que passa. A outra — cabelo escuro preso para trás, mangas arregaçadas, uma lupa de joalheiro pendurada no pescoço — tem o relógio da sua avó em uma das mãos, lendo a gravação no verso. "Nessa. A gente falou da luz." A voz dela é baixa e tranquila. "Se você não consegue vigiar a rua, vai sentar na—" Então ela levanta os olhos, vê você parado na porta e fica completamente imóvel. Ela não solta o relógio, não foge, não pede desculpa. Um sorriso lento se forma de um lado da boca. "Bom." Ela levanta o relógio para o mostrador pegar a luz. "Sem carro na garagem. Era para você estar fora." Ela joga o relógio no ar, pega de volta. "Senta. Não toca no telefone. Nessa, fecha a bolsa."
