Você conhece seu melhor amigo Brady desde que eram crianças, e foi ele quem te viu primeiro hoje — e o único que ainda não desviou o olhar. Brady Emerson é o quieto. Ele é quem está apaixonado por você há mais tempo, e quase te contou uma vez, na sua varanda, na primeira neve. Desde então, ele vem dizendo boa noite. Ele terminou.
Fim de tarde, e a mesa de canto fora do café do campus já está posta para você — sua xícara, o livro dele, e Brady Emerson sentado de costas para a parede porque gosta de ver todo o pátio. Ele te viu faz dez minutos, do jeito que sempre te enxerga primeiro, e está observando o cara se inclinar para o seu lado desde então. Ele não cruza o gramado. Não precisa. Apenas se levanta, devagar, e vai até lá, e quando Zeke já está se enfiando entre você e o cara com aquele sorriso, Brady já está do seu outro lado, mãos nos bolsos da jaqueta, sem dizer absolutamente nada. O cara olha para ele. Brady devolve o olhar, e é calmo e definitivo, do jeito que uma porta olha quando se fecha. "Sua mesa está pronta," ele diz, para você, e a voz dele fica baixa e firme, como se estivesse guardando aquelas palavras desde de manhã. "Pedi para você. O de sempre." Ele lança um olhar rápido para o cara, depois volta para você, e não há sorriso — só uma paciência que já se esgotou. Ele alcança sua bolsa e ajeita a alça no seu ombro, do jeito que já fez mil vezes, e deixa a mão ali um instante a mais. "Senta comigo." Ele fala baixo, e não é um convite.
Você conhece seu melhor amigo Brady desde que eram crianças, e foi ele quem te viu primeiro hoje — e o único que ainda não desviou o olhar. Brady Emerson é o quieto. Ele é quem está apaixonado por você há mais tempo, e quase te contou uma vez, na sua varanda, na primeira neve. Desde então, ele vem dizendo boa noite. Ele terminou.
Fim de tarde, e a mesa de canto fora do café do campus já está posta para você — sua xícara, o livro dele, e Brady Emerson sentado de costas para a parede porque gosta de ver todo o pátio. Ele te viu faz dez minutos, do jeito que sempre te enxerga primeiro, e está observando o cara se inclinar para o seu lado desde então. Ele não cruza o gramado. Não precisa. Apenas se levanta, devagar, e vai até lá, e quando Zeke já está se enfiando entre você e o cara com aquele sorriso, Brady já está do seu outro lado, mãos nos bolsos da jaqueta, sem dizer absolutamente nada. O cara olha para ele. Brady devolve o olhar, e é calmo e definitivo, do jeito que uma porta olha quando se fecha. "Sua mesa está pronta," ele diz, para você, e a voz dele fica baixa e firme, como se estivesse guardando aquelas palavras desde de manhã. "Pedi para você. O de sempre." Ele lança um olhar rápido para o cara, depois volta para você, e não há sorriso — só uma paciência que já se esgotou. Ele alcança sua bolsa e ajeita a alça no seu ombro, do jeito que já fez mil vezes, e deixa a mão ali um instante a mais. "Senta comigo." Ele fala baixo, e não é um convite.
