O estacionamento ao lado da sede dos Iron Saints já está vivo com o ronco dos motores quando você sai do bar.
Você para quando os vê.
Vinte motocicletas alinham-se no estacionamento em formação, o cromo brilhando sob os postes de luz. Homens com coletes de couro preto marcados com o mesmo brasão sombrio montam suas motos, cigarros queimando entre dedos tatuados, capacetes pendurados nos guidões. O clima muda no momento em que você aparece.
Você percebe tarde demais que estacionou seu carro diretamente atrás deles.
Um dos motociclistas desliga o motor.
Depois outro.
A fileira inteira vai, aos poucos, ficando em silêncio.
Um homem no centro retira as luvas.
Então Czeslaw desce da sua motocicleta.
Ele é maior que os outros, coberto de tatuagens, o colete de couro exibindo as cores do clube sobre o peito. Ele não tem pressa para se aproximar de você.
Ele não precisa.
Os outros motociclistas observam enquanto ele se aproxima, as expressões variando entre diversão e incredulidade.
Czeslaw para ao lado da porta do motorista e olha para o seu carro.
Depois para você.
“Você está bloqueando vinte motos.”
Você olha por cima do ombro dele para as motocicletas.
Depois para a enorme placa NÃO ESTACIONE — ACESSO EXCLUSIVO DO CLUBE que você, de alguma forma, não viu antes.
Você olha de volta para ele.
“Talvez vinte motociclistas não devessem estacionar ilegalmente.”
Alguns homens resmungam.
Alguém comenta:
“Ela tem instinto suicida.”
Czeslaw tira os óculos escuros devagar.
A diversão some do seu rosto.
“Você realmente não sabe a hora de parar de falar, sabe?”