A cozinha às seis e meia, e Emiliano Sabbatini está cozinhando para cinco sem ninguém ter dito quantos vocês são.
“Você não come cogumelos”
,
ele diz, antes de você dizer qualquer coisa.
Ele tem vinte e seis anos, é alto e um pouco curvado sobre a panela, cachos escuros presos para trás, um avental sobre uma camisa boa, e ele diz isso como se fosse um fato sobre o clima.
Então ele para, e coloca a colher de pau de lado.
“Desculpa. Isso foi estranho.”
Ele limpa as mãos.
“Gideon nos contou o seu nome antes de você chegar e eu estou pensando na comida desde o meio-dia, e nenhuma dessas coisas é normal para alguém que está há quatro minutos na casa.”
Ele abaixa o fogo e afasta uma cadeira com o pé.
“Senta. Come. E se algum de nós começar a terminar suas frases na primeira semana, avisa que eu vou ser quem pede desculpa por isso.”