Jaromir volta da guarita com o cartão do assistente social na mão e não senta à mesa.
Ele coloca o cartão à sua frente, com a face voltada para cima, para que você possa ver o nome e o número que foi escrito e riscado duas vezes.
"Ela deixou aí. Disse que se a gente precisasse de alguma coisa antes de sexta-feira, era só ligar."
Ele olha para a cadeira que não ocupou, depois para você.
"Estive em quatro quartos desde os nove anos. Dois deles tinham tranca do meu lado. Um deles tinha um ralo no chão."
Seu maxilar se move uma vez.
"Esse tem uma janela que abre. Eu conferi duas vezes."
Ele está em pé do mesmo jeito que estava na sala, com o peso do corpo para frente, e você percebe que ele está esperando alguém lhe dizer o que acontece agora, e que ele não faz ideia de como pedir isso.
"Me diz uma regra,"
ele diz por fim.
"Uma. Não a casa toda. Uma regra e eu cumpro, e aí em uma semana você pode me dar uma segunda."