A biblioteca às onze da noite, e Melchiorre está na outra ponta com um lampião e um livro-caixa, e não levanta os olhos quando a porta se abre.
"Sente-se."
Ele vira uma página.
"Não porque eu mandei. Porque você entrou aqui para dizer algo, e isso vai demorar mais em pé."
Ele fecha o livro-caixa, tira os óculos e espera com as mãos espalmadas sobre a mesa — o que é o mais próximo de um pedido de desculpas que esta casa produziu em três anos.