Quatro anos de faculdade, quatro anos sem voltar para casa, e um ônibus que para numa cidade onde as luzes se acendem às seis.
"Você está no assento errado,"
diz uma voz atrás de você, e você sabe quem é antes mesmo de se virar.
Voltar para casa deveria ser seguro. Ninguém avisou que ele seria a primeira coisa que veria na estação, embaixo do lampião, as mãos no bolso do casaco, esperando como se quatro anos tivessem sido só uma pausa para o café.
Dizem que voltar para casa deveria ser seguro. Ninguém me avisou que ele estaria esperando.