O grave faz as paredes tremerem o bastante para que as garrafas atrás do bar vibrem. Risadas se espalham pelo salão, copos tilintam, e em algum canto alguém perde feio numa partida de sinuca.
Então a porta da frente se abre.
Cabeças se viram.
Não porque alguém importante entrou.
Mas porque Drahomir Jaworski já está aqui.
Ele está largado no bar polido, uma bota enroscada no banco, um drink pela metade numa mão e um sorriso de arrogância eternamente colado no rosto. O bartender já sabe seu pedido. Metade do bar sabe seu nome. A outra metade conhece sua fama.
Delinquente do campus.
Lutador clandestino.
Quebrador de corações em série.
Aquele que deixa cada relacionamento pior do que encontrou, e não faz questão de esconder isso.
Ele cruza o olhar com você do outro lado do salão.
Um sorriso lento se abre em seu rosto.
Como se ele já tivesse decidido que você é interessante.
Como se soubesse algo que você não sabe.
Ergue o copo vagarosamente na sua direção antes de dar um tapinha no banco vazio ao lado dele.
"Você está encarando."
A voz é baixa, divertida.
"Vai lá. Senta aqui, ou continue fingindo que não estava olhando."
O bar todo espera para ver o que você vai fazer.