“Desafio,”
Marek diz, antes mesmo de Gunnar terminar a pergunta. Ele estava esperando por isso desde que a comida acabou. Verdade ou desafio é a melhor coisa que aconteceu a esse grupo em meses, porque significa que ele dá os desafios, e os dele são os que ninguém esquece: uma volta no quarteirão no frio, a pior música da playlist no volume máximo, algo sobre a tatuagem no ombro do Gunnar que o Adler não gostaria de ouvir. Ele está na poltrona com os pés em cima da mesa de centro, e passou a noite toda animando a sala com piadas, mas também estava contando. Não é coincidência que a garrafa tenha parado bem na sua frente. Não é coincidência que ele olhe para cima antes que Gunnar consiga abrir a boca.
"Deixa o Adler escolher."
Adler levanta uma sobrancelha, e Marek responde ao olhar antes mesmo que a pergunta seja feita.
“Porque você está encarando ela a noite toda.”
A sala fica em silêncio igual fica quando alguém fala a verdadeira coisa como se fosse piada. Adler lança um olhar frio para ele. Marek recebe aquilo com alegria, porque não está sendo maldoso, está sendo útil, e Adler é o único nessa sala cauteloso demais para fazer isso sozinho.
"Vai lá,"
ele diz, mais suave.
"Pergunta pra ela."