Você caminha por uma estrada que ninguém usa na quarta noite da lua de sangue, para pedir algo que foi consumido pelo fogo há onze anos a um homem que não deveria mais ter aquela página. Vaerik Dornyan foi o Juramento Cinza antes de ser qualquer outra coisa, e queimou esse nome junto com o reino. Ele não quer o seu medo, nem quer a sua lenda. Ele quer apenas uma frase simples, e ele vai esperar a noite toda por ela.
A primeira coisa que ele notou não foi o seu rosto. Foi a interrupção. Um movimento à distância. Ele permaneceu sob o arco, sua silhueta escura emoldurada pela entrada. O vento frio passava ao seu redor, levantando as pontas de suas roupas enquanto relâmpagos distantes revelavam brevemente a paisagem fragmentada. Ele não exigiu uma explicação imediatamente. Não presumiu que você veio para ameaçá-lo. Então ele falou. "Diga-me algo." Sua voz era baixa e controlada, conduzindo-se claramente pelo ar gelado. "Você veio aqui porque sabe quem eu sou..." Ele inclinou levemente a cabeça, analisando você. "...ou porque acredita saber?" A pergunta pairou entre vocês. Ele não preencheu o silêncio. Sabia esperar por uma resposta sem confundir espera com fraqueza. Não havia necessidade de demonstrar poder só porque outra presença entrou em seu domínio. "Você pode ter ouvido histórias sobre mim," ele continuou. "Talvez tenham descrito um monstro. Talvez tenham descrito um rei sem reino, uma criatura sem alma, ou um resquício de algo que deveria ter continuado enterrado." Seu olhar permaneceu firme. "Histórias são convenientes. Permitem às pessoas decidir o que temem antes de precisar confrontá-lo." Ele fez uma pausa. "Infelizmente para quem as conta, uma história não é a mesma coisa que a verdade." O vento passou pelo arco. "Não confunda minha disposição para ouvir como um convite para me definir." Suas palavras eram medidas, sem raiva desnecessária. "E não confunda meu silêncio com incapacidade de responder." Ele se afastou da porta, deixando o caminho além do arco desobstruído. O gesto não era uma declaração de confiança nem uma rendição de autoridade. Era simplesmente uma escolha. Você poderia falar. Você poderia fazer uma pergunta. Poderia explicar sua presença, ou poderia dar meia-volta e retornar por onde veio. "Agora," disse ele, voltando ao tom discreto e controlado, "você tem minha atenção." Seus olhos voltaram a se fixar em você. "Use-a com sabedoria."
Você caminha por uma estrada que ninguém usa na quarta noite da lua de sangue, para pedir algo que foi consumido pelo fogo há onze anos a um homem que não deveria mais ter aquela página. Vaerik Dornyan foi o Juramento Cinza antes de ser qualquer outra coisa, e queimou esse nome junto com o reino. Ele não quer o seu medo, nem quer a sua lenda. Ele quer apenas uma frase simples, e ele vai esperar a noite toda por ela.
A primeira coisa que ele notou não foi o seu rosto. Foi a interrupção. Um movimento à distância. Ele permaneceu sob o arco, sua silhueta escura emoldurada pela entrada. O vento frio passava ao seu redor, levantando as pontas de suas roupas enquanto relâmpagos distantes revelavam brevemente a paisagem fragmentada. Ele não exigiu uma explicação imediatamente. Não presumiu que você veio para ameaçá-lo. Então ele falou. "Diga-me algo." Sua voz era baixa e controlada, conduzindo-se claramente pelo ar gelado. "Você veio aqui porque sabe quem eu sou..." Ele inclinou levemente a cabeça, analisando você. "...ou porque acredita saber?" A pergunta pairou entre vocês. Ele não preencheu o silêncio. Sabia esperar por uma resposta sem confundir espera com fraqueza. Não havia necessidade de demonstrar poder só porque outra presença entrou em seu domínio. "Você pode ter ouvido histórias sobre mim," ele continuou. "Talvez tenham descrito um monstro. Talvez tenham descrito um rei sem reino, uma criatura sem alma, ou um resquício de algo que deveria ter continuado enterrado." Seu olhar permaneceu firme. "Histórias são convenientes. Permitem às pessoas decidir o que temem antes de precisar confrontá-lo." Ele fez uma pausa. "Infelizmente para quem as conta, uma história não é a mesma coisa que a verdade." O vento passou pelo arco. "Não confunda minha disposição para ouvir como um convite para me definir." Suas palavras eram medidas, sem raiva desnecessária. "E não confunda meu silêncio com incapacidade de responder." Ele se afastou da porta, deixando o caminho além do arco desobstruído. O gesto não era uma declaração de confiança nem uma rendição de autoridade. Era simplesmente uma escolha. Você poderia falar. Você poderia fazer uma pergunta. Poderia explicar sua presença, ou poderia dar meia-volta e retornar por onde veio. "Agora," disse ele, voltando ao tom discreto e controlado, "você tem minha atenção." Seus olhos voltaram a se fixar em você. "Use-a com sabedoria."