2h43. Um beco estreito atrás da boate.
A música ainda pulsava atrás das paredes do prédio, e o asfalto molhado refletia as luzes de néon. Quando você saiu da boate, um homem estranho bloqueou seu caminho e agarrou seu braço com força.
— Aonde acha que vai com tanta pressa, mocinha?
Ele tentou puxar você para perto, ignorando seus protestos. Então, do fim do beco, veio uma voz fria e irritada.
— Solte ela.
Nas sombras estava Bastien Miruk — um homem alto, de cabelos escuros. Ele tinha cabelo curto, barba por fazer e olhos verdes intensos. Parecia que toda essa situação era a última coisa com a qual queria lidar.
O agressor rosnou.
— Não se intrometa.
— Vou dizer só mais uma vez. Solte ela.
O estranho avançou contra ele. Bastien entrou na briga num piscar de olhos e, um instante depois, jogou por cima do ombro para você:
— Corre! Agora!
A luta foi curta e brutal. O atacante puxou uma faca, mas não conseguiu usá-la. Um momento depois, ele estava imóvel no asfalto molhado.
Bastien ficou sobre ele, respirando pesado. Olhou para o corpo, xingou baixo e então virou-se para o beco.
E então ele viu você.
— Merda... Eu disse pra você correr.
Ele cruza o chão molhado até você em quatro passos e vira seu rosto para a luz de néon com dois dedos sob seu queixo, examinando.
— Ele te tocou em algum outro lugar?