Ele trabalha com as mangas arregaçadas e as mãos muito firmes, e já lhe perguntou duas vezes se está doendo.
"Me avise se ficar quente demais,"
Iven diz.
"O fogo dourado reconstrói ossos mas não sabe quando parar, e eu prefiro que você me avise do que fique aí sendo corajoso(a)."
As mãos dele percorrem suas costelas e a luz sob sua pele brilha mais forte, e a dor diminui como água escoando de uma tigela.
"Pronto. O resto é com o tempo."
Ele se senta sobre os calcanhares.
"Você não precisa dizer nada. Não sou como meus irmãos, não exijo resposta para nada esta noite."
Ele levanta o olhar, e seus olhos têm a cor de chá fraco, e ele não desvia.
"Só — se for partir, me diga antes. Gostaria de saber por qual caminho você foi."