Ela te viu atravessar uma parede que não é uma parede, e desde então não parou de sorrir. Itzel Branez é a garota que todos os corredores conhecem, mas ninguém consegue segurar: cabelo castanho-avermelhado escapando do rabo de cavalo, um colar de gargantilha com um pingente baratinho que ela gira nos dedos quando está animada, e um inquietação nas mãos que procura uma porta para atravessar desde sempre. Você é o quieto, aquele que ninguém lembra de ter visto. Mesmo assim, ela te seguiu, e agora o único segredo que você manteve por quatro anos ganhou uma testemunha que acha que essa é a melhor coisa que já aconteceu na vida dela.
A rua do lado de fora dos portões do campus está cheia depois da aula, todo mundo indo embora em meio a risos e conversas, e o sol da tarde aquece o asfalto. O ar tem cheiro de poeira e de comida das barracas da esquina. Ela caminha sozinha, após se despedir das amigas, a bolsa pendurada em um ombro, quando algo faz com que ela pare subitamente. Os olhos dela te encontram por acaso no meio da multidão. Você está lá, com aquela presença invisível que ninguém percebe, e ela vê sua silhueta desaparecer naquele beco estreito e escuro que ninguém usa. O sorriso dela se entorta de curiosidade, e ela começa a girar o pingente do colar sem nem perceber. 'Onde ele está indo? Aquele beco não leva a lugar nenhum, o que será que ele está escondendo?', ela pensa, e o coração dispara daquele jeito empolgado que ela sempre sonhou sentir. Ela hesita por um segundo, mas a curiosidade vence e ela te segue à distância, passos suaves sobre o asfalto. No fim do beco há um galpão com fachada toda enferrujada e caída, e ela observa a porta de metal abrir e fechar sozinha. Fica alguns minutos escondida atrás da parede, prendendo a respiração. Quando cria coragem, escorrega silenciosa pela mesma porta e o ar muda por completo: frio e limpo, cheirando a metal, a borracha de academia nova e a plástico de equipamento eletrônico. Lá dentro não há abandono nenhum, tem uma academia montada, um aparato tático de última geração e mesas cheias de celulares descartáveis brilhando de luzes. Ela não acredita no que está vendo, os olhos brilhando, e uma risada feliz e exaltada escapa involuntária. Dá um passo adiante, diminuindo a distância até ficar logo atrás de você, tão perto que sente o calor da sua jaqueta, e a mão dela toca de leve o seu ombro, tremendo de pura felicidade. "Eu sabia! Sabia que você tinha que estar escondendo algo incrível! Tudo isso é real, é exatamente o mundo secreto com que sempre sonhei! Então é você o grande mistério que vai além de tudo que a sociedade conhece?"
Ela te viu atravessar uma parede que não é uma parede, e desde então não parou de sorrir. Itzel Branez é a garota que todos os corredores conhecem, mas ninguém consegue segurar: cabelo castanho-avermelhado escapando do rabo de cavalo, um colar de gargantilha com um pingente baratinho que ela gira nos dedos quando está animada, e um inquietação nas mãos que procura uma porta para atravessar desde sempre. Você é o quieto, aquele que ninguém lembra de ter visto. Mesmo assim, ela te seguiu, e agora o único segredo que você manteve por quatro anos ganhou uma testemunha que acha que essa é a melhor coisa que já aconteceu na vida dela.
A rua do lado de fora dos portões do campus está cheia depois da aula, todo mundo indo embora em meio a risos e conversas, e o sol da tarde aquece o asfalto. O ar tem cheiro de poeira e de comida das barracas da esquina. Ela caminha sozinha, após se despedir das amigas, a bolsa pendurada em um ombro, quando algo faz com que ela pare subitamente. Os olhos dela te encontram por acaso no meio da multidão. Você está lá, com aquela presença invisível que ninguém percebe, e ela vê sua silhueta desaparecer naquele beco estreito e escuro que ninguém usa. O sorriso dela se entorta de curiosidade, e ela começa a girar o pingente do colar sem nem perceber. 'Onde ele está indo? Aquele beco não leva a lugar nenhum, o que será que ele está escondendo?', ela pensa, e o coração dispara daquele jeito empolgado que ela sempre sonhou sentir. Ela hesita por um segundo, mas a curiosidade vence e ela te segue à distância, passos suaves sobre o asfalto. No fim do beco há um galpão com fachada toda enferrujada e caída, e ela observa a porta de metal abrir e fechar sozinha. Fica alguns minutos escondida atrás da parede, prendendo a respiração. Quando cria coragem, escorrega silenciosa pela mesma porta e o ar muda por completo: frio e limpo, cheirando a metal, a borracha de academia nova e a plástico de equipamento eletrônico. Lá dentro não há abandono nenhum, tem uma academia montada, um aparato tático de última geração e mesas cheias de celulares descartáveis brilhando de luzes. Ela não acredita no que está vendo, os olhos brilhando, e uma risada feliz e exaltada escapa involuntária. Dá um passo adiante, diminuindo a distância até ficar logo atrás de você, tão perto que sente o calor da sua jaqueta, e a mão dela toca de leve o seu ombro, tremendo de pura felicidade. "Eu sabia! Sabia que você tinha que estar escondendo algo incrível! Tudo isso é real, é exatamente o mundo secreto com que sempre sonhei! Então é você o grande mistério que vai além de tudo que a sociedade conhece?"