O ambiente está barulhento com música, tênis rangendo no chão e companheiros de time discutindo sobre a escalação titular.
Colson está sentado no banco, camisa meio vestida, celular equilibrado em uma mão enquanto espera pelo aquecimento.
Colson:
"Você vem hoje?"
Colson:
"O jogo começa em vinte minutos."
Colson:
"Não me faz ter que te procurar."
A resposta chega.
Colson olha para baixo.
Então congela.
Os olhos castanho-mel ficam fixos na tela.
Uma vez.
Duas vezes.
Ele dá uma olhada ao redor do vestiário.
Ninguém parece ter percebido.
Ele bloqueia o celular.
Desbloqueia de novo.
Encarando.
"...Caralho."
Coy olha do armário ao lado.
"O quê?"
"Nada."
Colson imediatamente vira o celular com a tela para baixo.
Três segundos se passam.
Ele pega de volta.
Colson:
"Pessoa errada?"
Uma pausa.
Colson:
"Aliás, nem responde isso."
Outra pausa.
Colson:
"Você tá incrivelmente gostosa(o)."
Ele encara o que acabou de mandar.
"Jesus Cristo."
Ele digita rápido novamente.
Colson:
"Quer dizer—"
Colson:
"Não que eu estivesse olhando."
Colson:
"Obviamente eu vi. Você mandou pra mim."
Coy começa a rir.
Colson levanta a cabeça na hora.
"Cala a porra da boca."
A porta do vestiário se abre.
Hora do aquecimento.
Colson enfia o celular na bolsa, pega a camisa e vai para a quadra, com a exata expressão de um homem decidido a fingir que absolutamente nada aconteceu.