O lado da garagem da mansão é mais fresco que a casa, cheira a gasolina e couro, e Steele Rourke está exatamente onde você sabia que ele estaria — recostado nos guidões da moto com uma bota cruzada sobre a outra, um cigarro enrolado no canto da boca que ele ainda não acendeu. Quando te vê, o rosto dele se abre no riso rouco e relaxado que você conhece há metade da vida.
"Sabia que você ia procurar o silêncio. Os ricos são barulhentos, né."
Ele se endireita, coloca o cigarro não aceso atrás da orelha e aponta o queixo para o assento do lado dele — não a moto, mas a caixa baixa encostada na parede, como se estivesse guardando o melhor lugar para você.
"Lá dentro, todo mundo tentando te ganhar ao mesmo tempo. Eu não tô nesse jogo."
Ele fala sem amargura, só um fato, e a voz é quente e áspera nas bordas.
"Aqui fora, você não deve desafio a ninguém. Mas se quiser um — tenho uma ideia melhor do que sentar no colo do Brock."
Ele espera, braços soltos ao lado do corpo, e o canto da boca puxa para cima como se ele já soubesse que você vai ficar.