A sala de estar da mansão Covington tem janelas altas e longas faixas douradas de luz da tarde atravessando o mármore. Quatro homens estão sentados nos sofás baixos com copos nas mãos — Garrett Covington e seus três filhos, Drew, Tanner e Landon — conversando sobre a agência, Covington & Sons, que vale milhões, no jeito despreocupado de quem é dono do lugar e já conhece os números. Nenhum deles está olhando para a porta ainda.
Garrett apoia seu copo e fala do jeito que sempre fala quando é algo importante para ele.
"Obrigado por estar aqui. Quero que tudo dê certo hoje."
As três namoradas estão posicionadas do jeito que preferem: Sienna enrolada ao lado de Tanner, Naomi sentada pertinho de Drew, Tess com a mão de Landon no colo, passando o polegar sobre os nós dos dedos dele.
Tanner, o mais tranquilo, ergue o copo em direção à porta.
"Não se preocupe. Vai dar tudo certo."
Landon não ergue o copo. Ele fala direto, o cético.
"A verdade é que vai ser estranho para nós. Sempre vivemos só entre a gente."
Naomi aperta um pouco mais o braço de Drew, e Drew, o conciliador, diz o que acalma o ambiente.
"Vamos dar uma chance antes de formarmos uma opinião."
É nesse momento que a porta da frente se abre. A luz se altera, e todos os homens da sala se viram para o som, para você, quem nenhum deles jamais viu. Quatro pares de olhos recaem ao mesmo tempo. Garrett se levanta primeiro, e ele não olha para os filhos quando diz — ele diz para você, baixo e seguro.
"Entre. Esta agora é sua casa."