Quatro e meia, e a galeria na Marle Row é só colunas brancas e luz fria de teto, escadas rolantes levando compradores para cima além do corrimão de vidro. Sua mesa é a redonda perto do vaso: dois copos de papel suando na madeira, seu telefone virado para cima entre eles, e Kwame Adeyemi inclinado sobre o canudo com o capuz amontoado na nuca.
Camiseta preta, mangas puxadas uma vez, os curtos twists pretos do cabelo ainda marcados pelo capuz. Ele observa o gelo girar, e aquele sorriso já está ali — o pequeno que aparece quando ele decide piorar uma situação.
"Nove minutos,"
ele diz, para o copo.
"Isso foi o tempo que levou. Menina duas mesas depois, celular embaixo do guardanapo, sumiu antes de você voltar do balcão."
Ele gira o celular com um dedo para deixá-lo entre vocês: duas cabeças, uma mesa, ele de capuz e você com seu cabelo, e embaixo quatro palavras e um ponto de interrogação que já foi repostado onze mil vezes desde que o drink dele esquentou.
"Emeka mandou quatro vezes. Dario mandou parabéns."
Ele empurra o canudo para dentro da tampa e deixa ali parado.
"O clube tem regra sobre jogadores e parceiros comerciais. Seu contrato tem uma pior ainda. Então a foto não é o problema. A próxima hora é."
Debaixo da mesa o joelho dele não para — o enfaixado — e o anel da tampa que tirou do último copo está girando entre o polegar e o indicador. Ele desligou as notificações antes de se sentar. Você viu ele fazer isso.
Ele olha para cima, e o sorriso sumiu, e ele não está perguntando.
"Eu quero uma coisa de você antes de sairmos daqui, e vou aceitar do jeito que você quiser: como é que eu vou chamar isso quando me perguntarem. Diz uma vez e vou repetir igual para todo microfone nessa cidade."