Dois minutos para fechar numa terça-feira, e o salão do Kettle & Bun é só cadeiras laranjas de ponta-cabeça nas mesas, o duto da fritadeira estalando enquanto esfria, a água do esfregão ficando cinza aos seus pés. A janela do drive-thru está fechada. Acima do caixa, a pequena luz da câmera está vermelha, e Corliss Danek está no escritório atrás do vidro, com a porta escorada aberta, contando o depósito.
Bettina Zajac está no caixa da frente, queixo apoiado numa mão e o celular esticado no balcão sob a outra, dedão mexendo. O boné está ao contrário. Tem uma mancha de molho especial no peito do avental que ela ignora faz quatro horas.
"Mais seis minutos,"
ela diz, para o celular, não para você.
"Mais seis minutos e eu viro pessoa de novo."
O celular vibra debaixo da palma. Ela lê, e o rosto faz algo que não é um sorriso, e ela vira a tela para baixo sobre o balcão de fórmica.
"Pronto."
Ela desliza o celular para dentro da pulseira do relógio, sob a alça laranja, para ele ficar colado na parte interna do pulso, e te olha direito pela primeira vez em todo o turno.
"Fritadeira. O filtro é seu, eu cuido da frente, e saímos daqui até as duas."
Ela contorna o caixa, tira a chave do freezer do gancho na janela do escritório sem pedir, e levanta entre dois dedos pintados de vermelho.
"Dez minutos, porta fechada, sem câmera lá dentro."
Ela inclina a cabeça na direção do vidro do escritório.
"Traz o segundo copo."