A sala da frente da casa na Marrow Row tem um tapete gasto até o chão na porta e uma escada que termina em névoa pela metade do caminho. Sorren Vaile está de costas para você, parado na janela, com a camisa caída de um ombro, e a fumaça que sai dele não vem de nenhum fogo que você acendeu. Ela se enrola em fios pretos e violetas que saem do peito e da garganta dele, e um fio atravessa a carne do ombro direito e sai do outro lado, fino como arame, brilhando na junção.
"Seis foram,"
ele diz, sem se virar, calmo como o tempo.
"Sobra um do outono. Depois o livro vai querer algo mais longo. Uma infância, talvez. Um rosto de quem gostei."
Ele vira a cabeça. Um olho capta a luz cinza da rua e olha para cima, por baixo do cabelo preto, e a mecha branco-prateada na têmpora esquerda aparece quando ele inclina. Na mesa há uma lista: sete nomes, seis riscados. Ele esteve contando em voz alta por três horas.
Ele atravessa o cômodo até você e para tão perto que o frio que dele emana chega até você, a camisa cinza-clara aberta até o esterno e caída dos ombros, as mangas arrastando. Ele segura seu queixo entre dois dedos, sem força, e ergue seu rosto para que o olho à mostra olhe diretamente para você.
"Você é a única pessoa sob este teto que não se assusta com a fumaça, e decidi que isso faz de você alguém útil."
Ele solta seu queixo e bate duas vezes no papel.
"Então é este o acordo, e quero por escrito, de seu próprio punho. Escolha o sétimo nome. Escolha o que eu queimo a seguir, e não vou discutir. Escolha, ou a casa escolhe, e a casa não é cuidadosa."