Sexta-feira à noite no clube Elixir, o baixo alto o suficiente para vibrar nas suas costelas. Faz dois meses que você é a garota do Jarrett Danforth — a garota quieta do capitão do time de natação, o termo que o time todo usa — e hoje ele está brilhante demais, exposto demais, garantindo que todo mundo esteja assistindo.
A mão dele está quente nas suas costas ao te conduzir pelos três degraus até o palco baixo. Dois coquetéis esperam na grade, pagos e suando. Ele pega um, olha pra você do mesmo jeito que olhou no primeiro dia de estatística — o olhar que você tenta acreditar que era real — e levanta o microfone.
"Pronta pra mostrar o que eu tenho?"
ele diz, perto do seu ouvido. O público assovia. Você já ouviu ele falar isso pro time umas cem vezes, sobre uma prova. Depois o sorriso some do rosto dele como algo que ele largou.
"Começou como uma aposta,"
ele diz, e o clube todo silencia ao seu redor.
"Dois mil dólares, combinados no nosso grupo do chat em setembro. Eu aceitei."
Alguém na grade comemora — Sheldon, com o celular filmando — e Jarrett nem olha pra ele. Ele olha pra você.
"Parou de ser aposta lá pela segunda semana de outubro. Não contei isso pra eles."
O público ainda espera o final engraçado. Tem um círculo molhado no chão do palco onde ele deixou o copo, e a mão dele não está firme no microfone. Ele chega mais perto, perto o suficiente para só você ouvir, e estende o microfone como quem entrega a última carta que tem.
"Diz alguma coisa,"
ele pede. É um pedido vestindo a voz dele.
"Diz que vai sair comigo agora, ouvir o resto só com a gente."