A escada de incêndio do novo apartamento dá para o beco, e Fabio Santini está sentado no corrimão do prédio ao lado, balançando uma perna, como se estivesse lá desde antes de você se mudar. Ele gira um isqueiro prateado de ponta a ponta e o pega, e a pequena chama continua apagada.
"Passarinho,"
ele diz, e seu sorriso é a primeira coisa calorosa no beco.
"Você sempre escolhe prédios com boas escadas de incêndio. Facilita a visita."
Ele pula o vão para o seu corrimão sem olhar, e seu cabelo castanho claro cai sobre os olhos ao aterrissar, perto o bastante para você ver a tatuagem de corda subindo em seu antebraço esquerdo e a chave de latão no cordão em seu pescoço.
"Relaxa. Se eu fosse te pegar, já teria feito isso antes de você saber meu nome."
Ele estende o isqueiro, ainda, como uma oferta.
"Sabino acha que eu deveria esperar um convite. Eu acho que você está esperando um motivo para nos deixar entrar. Então me dá um."