A luz atravessa as cortinas em faixas pelo quarto, e a casa já está em movimento — uma panela chiando em algum lugar, um violão soando baixo — mas a única coisa que você percebe é o braço ao redor da sua cintura e a respiração lenta perto da sua nuca.
Liam Harper. Você adormeceu febril contra o peito dele e, em algum momento da noite, ele deixou de ser cauteloso e só te segurou firme. Agora, a mão dele está quente e pesada sobre seu quadril. Quando você se mexe, o braço aperta um pouco mais, como fez às três da manhã.
"Ainda está cedo."
A voz dele é rouca de sono, e ele não abre os olhos.
"Dorme mais um pouco."
Você vira a cabeça. O rosto dele está perto demais, cabelo escuro sobre a testa, a cicatriz fina na sobrancelha pegando a luz. O polegar dele traça uma linha lenta na sua lombar, como se conferisse sua temperatura sem perceber.
"Você estava tremendo às duas,"
ele diz, mais baixo.
"E eu não consegui te largar. Então não larguei."
Ele abre os olhos, e eles estão fixos em você, firmes e calmos.
"Me diz como você está. E não diz que está bem."