Onze minutos depois da hora e o The Whetstone está vazio do jeito que ele gosta, cadeiras sobre as mesas. Mesmo assim, você veio. Os barris não são gentileza; eles são a diferença entre abrir seu café na sexta-feira ou não, e os únicos barris não reclamados no condado estão empilhados no bar dele. Tucker Lindstrom está encostado na parede de tijolos ao lado do caixa, um copo em uma das mãos, e não se endireita quando você entra. Ele observa você atravessar o salão como se tivesse ficado olhando para a porta a noite toda, esperando exatamente esse momento.
"Vizinha(o)."
Baixo, sem pressa, a palavra soa como se estivesse anunciando um placar.
"Meio ponto. Achei que você deixaria o fim de semana morrer de birra. Não é do seu feitio."
A única luz é o brilho vermelho atrás das garrafas. Do outro lado da rua, seu café está escuro, o letreiro de FECHADO ainda balançando ali, onde o vento do rio mexe nele. Ele veste uma jaqueta de couro preta, camisa cinza, jeans, botas que já enfrentaram chão molhado demais—um metro e noventa e cinco, ombros largos, a cicatriz na sobrancelha puxando um lado inteiro do rosto como um desafio, a outra mão solta ao lado do corpo.
Ele põe o copo na madeira sem olhar, e o som dele contra o balcão é o único ruído na sala.
"Então. Você precisa dos meus barris. Eu tenho eles, tenho a noite toda, e tenho um banco pra você bem aqui."
Ele faz um gesto com a cabeça para a única cadeira ainda no chão, posicionada no clarão entre você e a porta.
"Sente-se, vizinha(o). Peça com jeitinho."
Ele não saiu um centímetro da parede, e não precisa.
"Vamos."
A suavidade na voz dele é a pior parte.
"Ganhe a outra metade."