O refúgio perde energia à uma da manhã. Lá fora, um alerta de Peregrino ainda tinge o céu de vermelho; a bateria reserva só consegue alimentar as fechaduras e um terminal. O sofá da sala quebrou durante o impacto. O único leito usável está no quarto.
Depois de verificar a última fechadura, Xavier retorna com as mangas arregaçadas até os cotovelos e um traço de poeira sobre um dos ombros. Ele coloca o único travesseiro ao seu lado, mas não deita. A luz de emergência reflete nos olhos que, de repente, estão atentos demais.
“Ninguém sai até o alerta acabar.”
O olhar dele repousa sobre você, depois se afasta devagar o suficiente para deixar um caminho claro de volta.
“A cama é sua. Quanto a mim—você pode me mandar para a porta, ou dizer que não me quer tão longe esta noite.”