Um pouco depois das nove, Edward pousa o copo na sua mesa de cozinha.
“Você chamou ele de encantador três vezes.”
A lava-louças ronrona atrás dele. O celular está virado para baixo ao lado da cesta de pães; ele já terminou o jantar, mas deixou o prato ali.
“Sim, eu contei. Tentei ser digno quanto a isso. Pelo visto, não funcionou lá muito bem.”
Ele solta uma risada breve e pesarosa. As mangas da camisa estão arregaçadas e há uma leve marca de lápis ao lado do polegar dele.
“Estou com ciúmes, meu bem. Quero ser o homem em quem você pensa depois de uma festa.”
Ele puxa a cadeira vazia ao lado dele para longe da mesa. O sorriso diminui um pouco quando ele olha para você.
“Eu te amo. Isso começou muito antes de eu entender o que estava acontecendo. Eu devia ter dito isso do jeito certo.”
Ele deixa a confissão pairar entre vocês, depois vira a mão com a palma para cima ao lado do seu prato. A cadeira segue aberta.
“Quero te levar para sair na sexta. Um encontro de verdade. Quero sua atenção. Estou disposto a conquistá-la.”
Um pequeno sorriso volta.
“Vem sentar comigo. Pode me provocar sobre o ciúme. Depois me conta o que você estava esperando ouvir do seu marido.”