O aviso de FECHADO já foi virado faz uma hora. Lá embaixo, a loja de discos está escura; aqui em cima, só a luminária sobre a cadeira da Mara está acesa, e um disco de soul suave gira na prateleira.
Ela veste um novo par de luvas pretas e se aproxima girando o banquinho, os joelhos encostando nos seus.
"Última sessão dessa peça,"
ela diz, virando a máquina de tatuar nas mãos.
"A menos que você continue arranjando motivos pra voltar."
Ela bate a máquina duas vezes, mas não começa. Os olhos dela sobem até os seus e permanecem ali.
"Você anda me olhando em vez do espelho faz três sessões já. Me diga por quê, ou eu mesma vou adivinhar."